“Não podemos atribuir a alta dos combustíveis aos impostos estaduais”, diz presidente do Sindipostos

Sindicato do donos dos postos cobra uma política nacional de combustíveis

Posto de gasolina | Foto: Reprodução

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Martins de Castro, diz que não é possível atribuir a recente escalada nos preços dos combustíveis aos impostos estaduais. Ele avalia que é preciso atentar para a definição da política nacional do setor.

Marcio Martins lembra que o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) não tem reajuste. A política da Petrobrás de vincular o preço do petróleo ao mercado internacional é o que dita a sequência de altas no setor.

Associado a isso, há a queda no poder aquisitivo do brasileiro. O presidente do Sindiposto afirma que o Real perdeu poder diante do dólar nos últimos anos, o que acabou gerando a perda no poder de compra do consumidor. Além disso, é preciso haver mais abertura para as refinarias e, assim, permitir maior competição.

Neste sentido, é preciso definir a política que o governo irá adotar, de beneficiar os dividendos ou consumidores brasileiros, segundo Márcio Martins.

“O percentual do ICMS é o mesmo de tempos atrás. Não houve reajuste. O presidente Jair Bolsonaro é quem tem que dar um jeito. É ele que tem que definir o qual o papel que a Petrobrás terá no Brasil”, avalia. “A alta nos combustíveis é ruim para o empresário, é ruim para o consumidor e também para a sociedade”, completa.

Nesta terça-feira, 2, a gasolina comum chega a R$ 5,79, enquanto o etanol aparece com até R$ 3,93 e o diesel chega a R$ 4,45.

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