“Não pode ir para o tudo ou nada”, diz Bolsonaro, ao negar que tenha recuado

Nota foi publicada dois dias após as manifestações do 7 de Setembro, Dia da Independência; no texto, Bolsonaro afirma que ameaças ao STF foram feitas “no calor do momento”

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) | Foto: Reprodução

Após receber críticas de apoiadores por dizer, em nota, que ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) foram realizadas no “calor do momento”, Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que isso não significa um recuo por parte dele. “Não dá para ir para o tudo ou nada”, afirmou.

Após o presidente da República enviar, na quarta-feira, 8, um áudio aos caminhoneiros manifestantes que bloqueiam as rodovias para que se desmobilizassem, em razão dos impactos econômicos, nesta sexta-feira, 10, ele ainda afirmou aos apoiadores que espera que as interdições cessem até domingo.

“Você quando quer matar um verme, às vezes mata a vaca. Até domingo, se ficar parado, a gente vai sentir, mas se passar disso, complica a economia do Brasil. Ninguém tá recuando. Não pode ir pro tudo ou nada”, justificou Bolsonaro.

Apesar de muitos apoiadores terem considerado a nota publicada por Bolsonaro como uma estratégia inteligente, outros mais radicais se irritaram, caracterizando o posicionamento como uma espécie de “rendição” aos demais poderes. Nesta sexta, no entanto, ele fez questão de ressaltar aos apoiadores sobre a importância de se ter paciência e que os protestos não foram em vão.

“Vai voltar a normalidade. O grande dia foi dia 7. O retrato é para o mundo todo. Não foi em vão não, fica tranquila. Quem for eleito em 2022 tem duas vagas para o início de 2023. Tem certos povos que esperam 100 anos para atingirem os objetivos. Tem alguns que querem em um dia. Vai devagar, tá indo”, afirmou Bolsonaro a uma apoiadora.

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