Presidente da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara, João Campos (PRB) afirma que tendência é que maioria dos partidos apoiem governo do vice-presidente

Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção
Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção

A pouco mais de uma semana da votação no Senado Federal que decidirá ou não pela abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e seu consequente afastamento, o deputado federal João Campos (PRB-GO) afirma que o Câmara dos Deputados deve adotar uma postura favorável ao governo de Michel Temer (PMDB-SP).

Segundo o calendário definido pela Comissão Especial que julga o impeachment no Senado, a admissibilidade do processo deve ser votada em plenário no próximo dia 11. Se aprovado por maioria simples, a presidente é afastada por até 180 dias e quem assume é o vice, Michel Temer.

“O sentimento hoje no Congresso Nacional é de que haja uma coalizão para que a maioria absoluta dos partidos apoie o Temer. Não pelo Temer, mas pelo Brasil”, afirmou o deputado. Em entrevista ao Jornal Opção, o Presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional comparou o momento com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor.

“Quando Itamar Franco assumiu, se naquele momento não tivesse uma convergência de forças políticas, o Brasil não teria saído da crise. O novo governo precisará de todo apoio político possível para que tenha condições de aprovar as medidas que o Brasil precisa para retomar o crescimento”, e reiterou: “Nossa aposta não é necessariamente em Temer, mas em um novo momento que seja favorável ao País”.

Segundo Campos, o Congresso já não vota mais pautas do executivo. “A Dilma está no posto apenas formalmente, ela já não governa mais. Enquanto Michel Temer não assume, a Câmara prefere agir com cautela e esperar”.