Não haverá falta de água em Goiânia e Aparecida, afirma governo

Vazão do rio Meia Ponte permanece em torno de 4 mil litros por segundo, bem acima do limite mínimo de 1,5 mil

Rio Meia Ponte | Foto: reprodução

Depois de fiscalizar o rio Meia ponte nos últimos seis meses, visando coibir a captação irregular de água do leito, a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) garantiu que, mesmo no pico da estiagem, não haverá falta de água.

Na última segunda-feira (24/9) a vazão do manancial estava em 4 mil litros por segundo, de acordo com a medição da Sala de Situação da estatal. De acordo com a Secima, esse resultado está acima do limite mínimo de 1500 litros por segundo, fixado como vazão ecológica pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Meia Ponte. Abaixo deste número a Saneago teria de adotar plano de racionamento este ano, determinado pela AGR e pelo Ministério Público Estadual.

De abril até o dia 21 de setembro último, em cumprimento ao que determina o Decreto de Emergência Hídrica baixado em março, os fiscais da Secima, acompanhados de equipes do Batalhão Florestal e da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), fiscalizaram 276 pontos no Meia Ponte. O trabalho resultou em 182 autos de infração, 86 autos de advertência, 60 termos de embargo e total de R$ 880,8 mil em multas.

“Apenas com a fiscalização mais rigorosa dos irregulares, aliada ao monitoramento e controle dos outorgados, conseguimos manter a vazão do Meia Ponte de forma a garantir o abastecimento de água e a dessedentação de animais da Região Metropolitana de Goiânia, conforme determina o Decreto de Emergência Hídrica e a legislação em vigor”, afirma o secretário titular da Secima, Hwaskar Fagundes.

Oscilação

O secretário lembra que a flutuação da vazão do Meia Ponte, agora monitorada pela Secima e pela Saneago, demonstra que, nos finais de semana, quando a fiscalização diminui, aumenta o uso irregular da água do rio. O resultado é a redução de sua vazão. Essa oscilação na vazão comprova que é necessário combater o uso irregular para garantir o abastecimento de água.

Atualmente, os fiscais da Secima estão verificando se os proprietários de barramentos não outorgados estão instalando o sistema de descarga de fundo, a chamada vazão ecológica dessas barragens existentes no Meia Ponte, que estavam irregulares. Dessa forma, a água do rio não ficará retida nessas represas, mas seguirá adiante, em mais uma forma de garantir a vazão do manancial no final do período de seca.

Para não ficar restrito a ações pontuais e emergenciais, a Secima contratou a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Equipe técnica da entidade vai elaborar o Plano de Bacias Hidrográficas do Estado, que englobará quatro bacias, entre eles a do Meia Ponte, responsável por metade do abastecimento da Região Metropolitana de Goiânia. “O Plano vai traçar o diagnóstico, os cenários futuros e indicar as ações, diretrizes e metas para os próximos 20 anos de gestão”, disse Fagundes.

Ele acrescenta que o planejamento deverá garantir a qualidade e a quantidade de água para as futuras gerações.

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