“Não existe alimento capaz de prevenir ou curar a contaminação pelo coronavírus”, alerta nutrólogo goiano

O médico Frederico Lobo ressalta, porém, que alimentos com potencial antiinflamatório, ricos em antioxidantes, podem ajudar a minimizar os efeitos da doença

Desde o início da pandemia da Covid-19, receitas ocasionalmente surgem na internet e circulam pelas redes sociais prometendo a cura para a doença. Chás, sucos e até misturas com bebidas alcoólicas aparecem como remédios milagrosos contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Infelizmente, porém, ainda não se chegou a uma solução fácil para a infecção. “Até o momento não existe nenhum alimento ou nutriente capaz de prevenir a contaminação pelo novo coronavírus e muito menos de curar a doença”, explica o médico nutrólogo Frederico Lobo.

De acordo com o profissional, é importante que uma pessoa acometida pela Covid-19, assim como por outras infecções respiratórias, mantenha a quantidade de calorias dentro do necessário para o seu corpo. Ele pondera que alimentos com potencial antiinflamatório, ricos em antioxidantes, como limão, acerola, açafrão, gengibre, alho, cebola, ervas aromáticas e castanhas podem ajudar a minimizar os efeitos da doença.

Frederico também recomenda o aporte adequado das vitaminas A, C e D, de zinco, de selênio e de ácido fólico. A vitamina D representa um caso especial nesse assunto por ter sido a mais pesquisada quanto à infecção pela Covid-19. “Ela é a que mais apresenta estudos, alguns favoráveis e outros mostrando que não reduz mortalidade”, pontua.

Por outro lado, há alimentos que devem ser evitados. Uma dieta rica em alimentos industrializados, conservantes, acidulantes, corantes, gorduras saturadas e carboidratos refinados, por exemplo, tem uma capacidade de gerar aumento do estado inflamatório do organismo, pondera o médico.

“A alimentação deve ser equilibrada, contendo todos os macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e micronutrientes  (vitaminas e minerais) de forma harmônica”, destaca Frederico. “Por isso é tão importante passar por uma avaliação com um nutricionista e/ou nutrólogo”, conclui.

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