“Não acredito que seja bullying”, diz mãe de vítima sobre motivação de atirador em escola

Mãe de I.M.S., de apenas 14 anos, é educadora e afirmou que estão tentando transferir para a escola uma responsabilidade que é da família

Pais da menina I.M.S. durante coletiva de imprensa | Foto: Matheus Monteiro

A mãe da adolescente I.M.S. se emocionou ao falar sobre a situação da filha, de apenas 14 anos, que ficou paraplégica após ser alvejada por um colega de sala em atentado na escola Goyases, em Goiânia.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25/10) Isabel Rosa dos Santos desabafou sobre o caso que está sendo tratado como resposta ao bullying. “Não acredito que seja bullying. Estão transferindo para a escola a responsabilidade que é de família. A gente não trata bullying desta forma, matando”, disse.

Segundo ela, que é educadora, o bullying deve ser tratada dentro de casa. “Nós pais temos que perceber se nossos filhos estão com algum problema, se estão passando por algum tipo de dificuldade ou não”, afirmou aos prantos.

Sobre o atirador, Isabel disse que ele é “um adolescente que precisa ser tratado”. “Precisa de tratar esse adolescente, tratar a família, conversar”, acrescentou, lamentando que ele vá sair da internação e possa ter uma vida normal. “As pessoas vão esquecer”, falou.

A mãe da adolescente pediu ainda que as escolas passem a ter detectores de metais. “As nossas leis diante de escolas têm que ser revistas. Questiona-se que vai constranger os adolescentes e crianças. Constrangedor é eu ver minha filha do jeito que tá. Constrangedor são as mães que perderam seu filhos”, justificou.

Tragédia

Durante a coletiva, Isabel disse ainda que a garota pede para que a mãe converse com os médicos para que lhe “devolvam” suas pernas.

“Acho que para ela é como se fosse uma prisão, perdeu o direito de ir e vir, perdeu a liberdade, estou sofrendo, mas ela está sofrendo muito mais. Ela questiona, fala que precisa andar. Tento ser forte perto dela, mas na hora que saio eu estou um caco, é muito difícil”, confessou.

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