“Não a considero mais minha filha”, diz avó de menino estrangulado e morto pela própria mãe

Avó do garoto diz que a ficha ainda não caiu e tenta digerir tudo o que aconteceu com sua família. “A gente quer justiça para quem fez essa maldade. Se foi ela [Alexandra, sua filha], ela é um monstro”, diz

A avó materna de Rafael Mateus Winques, de 11 anos — morto na última semana pela própria mãe no norte do Estado do Rio Grande do Sul — ainda não conseguiu digerir tudo o que aconteceu com sua família. Isaíldes Batista, de 58 anos, segue perplexa com o assassinato do neto e diz que a ficha ainda não caiu.

Ela aguardava pelo reaparecimento do neto que estava desaparecido desde o último dia 15 quando ficou sabendo, de uma só vez, não só da morte do garoto, como também de que a mãe do menino, ou seja, sua filha, havia sido presa após confessar o assassinato.

“Não acreditamos em tudo o que está acontecendo. A gente quer justiça para quem fez essa maldade. Não considero mais ela [Alexandra] minha filha. A gente não aceita. Se foi ela, ela é um monstro”, desabafou Isaíldes.

Conforme mostrado pela GaúchaZH, a avó do menino disse ainda que Alexandra parecia ser uma boa mãe e mantinha Rafael e o irmão, de 16 anos, com disciplina. Ela relatou ainda que Rafael tinha um bom relacionamento com todos os familiares, não havendo qualquer motivo para que alguém lhe fizesse mal.

O caso

Na noite da última segunda-feira, 25, a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, confirmou que o corpo de Rafael Mateus Winques, 11 anos, foi localizado em uma casa abandonada na cidade Planalto, no norte do Rio Grande do Sul.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, a chefe de polícia afirmou que os agentes chegaram ao corpo após a mãe confessar o crime e contar onde deixou o cadáver, encontrado enrolado em um lençol dentro de uma caixa. A mulher disse que não tinha intenção de matar o filho, o acidente aconteceu ao aplicar uma medicação no menino, que, segundo ela, era “muito nervoso”, a polícia investiga versão.

Alexandra havia denunciado o desaparecimento de Rafael no dia 15 de maio. “Ela é investigada agora dentro do inquérito policial, está passando por interrogatório. Então, ela está sendo indiciada neste momento. Não sei se já chegou ao poder Judiciário, mas deve estar chegando em breve a representação da prisão preventiva dessa mãe pelo crime de homicídio” declarou delegada.

“Não se descarta a participação de outras pessoas. Isso não quer dizer que nós temos outros suspeitos, mas não se descarta em nenhum momento essa possibilidade” destacou.

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