Na edição 2020, Davos irá propor ‘capitalismo verde’

Efeito Greta Thunberg e preocupação com valores mais amplos devem nortear novo modelo econômico mundial

Davos / Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Fundado por Klaus Schwab, começa nesta segunda-feira, 20, a 50ª reunião do Fórum Econômico Mundial de Davos. Neste ano, será apresentado o “Manifesto de Davos 2020”, que propõe reformar o modelo econômico proposto em 1971. Para Schwab, se tornou urgente uma nova reformulação sustentável do capitalismo, ou “capitalismo verde”.

“Primeiro veio o efeito Greta Thunberg. Ela nos recordou que o sistema econômico atual constitui uma traição às gerações futuras, pelo dano ambiental que provoca. Em segundo lugar, os ‘millenials’ e a ‘geração Z’ já não querem trabalhar, investir ou comprar em empresas que não atuem com base em valores mais amplos. Por último, cada vez mais os executivos e investidores compreendem que o sucesso deles no longo prazo também depende do êxito de seus clientes, empregados e fornecedores”, falou Schwab.

Entre as exposições, o Fórum irá contemplar 51 painéis de discussão sobre ecologia, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas, 50 de geopolítica e 27 na área de economia. Entre os compromissos que devem ser tratados, é para que os empresários zerem as emissões líquidas de gases do efeito estufa. Ainda, um trilhão de árvores serão plantadas até 2030, para o combate do aquecimento global.

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