Na CPI da Enel, José Eliton explica privatização da Celg-D e diz que “Estado não fracassou”

Durante oitiva, tucano ressalta que sempre defendeu que a Celg-D permanecesse estatal em sua integridade

Ex-governador de Goiás José Eliton PSDB) / Foto: Reprodução

Durante a oitiva realizada pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, que interroga, neste momento, o ex-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), o tucano afirmou que o governo do Estado “não fracassou no que diz respeito ao salvamento da Celg-D”.

Em justificativa, Eliton destacou que o Estado, na verdade, “entendeu naquele momento histórico (a necessidade) de buscar estabelecer ações para que a Celg-D pudesse se restabelecer enquanto empresa viável do ponto de vista econômico, do ponto de vista de ações de desenvolvimento no Estado e ações sociais”, argumentou.

O tucano salientou ainda que existem “uma série de falas” em que Eliton defende que a Celg-D permanecesse estatal em sua integridade. “Essa sempre foi minha convicção”, lembrou. Em seguida, o ex-governador disse que lutou “até o último momento”, por isso. “Ainda que pudesse pertencer naquele momento a dois entes: União e Estado”, completou.

Privatização

“Se nos recordarmos, no ano de 2013 e 2014 o então presidente da República teve que redesenhar toda política energética brasileira. Todo contexto fático da época é que levou as tomadas de decisões que foram feitas”, justificou.

Eliton argumentou também que entendia e ainda entende “a importância da Celg-D como empresa pública”. “Mas é óbvio que ela tinha, como ainda tem ao meu sentir, um papel social muito importante: o papel de levar energia para regiões que tem uma demanda grande”.

Em 2015, segundo o ex-governador, um decreto presidencial incluiu Celg-D “dentro de um programa de desestatização o do Governo Federal”. “Ali se inicia todo processo que culmina posteriormente no processo de privatização da empresa, na medida em que, ao Estado de Goiás, não caberia qualquer outra alternativa uma vez que o controle majoritário estaria transferido para o privado”.

Para ele, “não haveria sentido o governo permanecer com a participação acionaria que ele tinha na Celg-D”. “Portanto, foi uma decisão tomada pela Eletrobrás por meio de um decreto presidencial, avaliado pela CVM, e pelo Conselho de Administração Empresarial que regula essas matérias na bolsa de valores”, pontou. 

A oitiva tem espaço no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa de Goías.

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