Na contramão do prometido, Educação Básica tem bloqueios de R$ 2,4 bilhões

Segmento seria prioridade, conforme justificou o ministro Abraham Weintraub, após cortes de 30% no ensino superior

De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), o Ministério da Educação (MEC) bloqueia R$ 2,4 bilhões para investimentos em programas do ensino infantil e médio.

A notícia surge após os cortes de 30% na educação superior que, segundo o ministro da Educação Abraham Weintraub, se justificariam por investimentos na educação básica. Inclusive, o próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL) prometia a prioridade no ensino básico em detrimento do superior, em campanha.

Estabelecido

Ao Estadão, o MEC disse que cumpre o contingenciamento estabelecido pelo governo federal. A contenção chegaria a R$ 7,98 bilhões. Segundo o ministério, este ainda estuda “a melhor forma de cumprir a determinação do governo”.

Segundo informado, a equipe econômica estabeleceu congelamento de R$ 30 bilhões dos gastos previstos para garantir cumprimento da meta fiscal. Destes, R$ 7,4 viriam do Ministério da Educação – uma diferença de R$ 500 milhões em relação ao número da Andifes, que o MEC não explicou.

Quando questionado sobre o motivo dos cortes na educação básica, “ainda não é possível informar quais áreas serão afetadas e nem em quanto”.

Alguns bloqueios

O levantamento, que utilizou dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Ministério da Economia, mostrou que todas as etapas da educação foram afetadas. Exemplifica-se que, dos R$ 265 milhões destinados para obra em unidades de ensino básico e construção, de creches por exemplo, R$ 146 foram bloqueados.

Outros pontos bloqueados foram o ensino técnico e a educação a distância, bandeiras de Bolsonaro. Os R$ 100,45 milhões que seriam destinados ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) foram integralmente bloqueados. O Mediotec, R$ 144 milhões dos R$ 148 milhões disponíveis.

Merenda e transporte escolar, que contribuem para permanência de crianças pobres nas escolas, tiverem bloqueios respectivos de R$ 150,7 mil e R$ 19,7 milhões.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.