Na Câmara, secretário de Iris nega ofensas a vereadores e “culpa” semântica

Parlamentares questionaram Samuel Almeida sobre informação de que ele teria os chamado de “burros” e dito que poderiam ser comprados

Foto: Larissa Quixabeira/Jornal Opção

Alvo de requerimento de vereadores, a presença do secretário municipal de Governo da gestão Iris, Samuel Almeida, na manhã desta terça-feira (26/9), causou debates acalorados na Câmara de Goiânia.

Na ocasião, parlamentares questionaram o auxiliar quanto a declarações polêmicas que vieram à tona após relatos de vereadores e que aprofundaram, ainda mais, o desgaste, entre os poderes Legislativo e Executivo na capital.

Em uma das declarações atribuídas a Samuel, o auxiliar teria dito que estava “de saco cheio” da Câmara e que na Casa só havia vereador “burro”. A fala foi relatada pelo vereador Kleybe Morais (PSDC) em julho deste ano e já havia sido alvo de constatação do secretário em outras ocasiões.

Nesta sexta (26), ele voltou a negar qualquer tipo de ofensa aos vereadores e justificou, por mais de uma vez, dizendo que se tratava de uma questão de semântica. Segundo ele, declarações teriam sido tiradas de contexto e interpretadas de maneira equivocada.

“Quem me acompanha sabe que jamais usaria palavras para denegrir qualquer vereador. A semântica é uma questão complexa e individualizada. Em hipótese nenhuma, chamaria qualquer um de burro, idiota ou qualquer adjetivo”, explicou.

Samuel também foi confrontado sobre relato do vereador Paulo Magalhães (SD) que, após visitar o gabinete do secretário, disse, no plenário da Casa, que ouviu do secretário que, na ausência de um líder de governo na Câmara, poderia muito bem chamar um por um em seu gabinete e garantir uma votação expressiva a favor do prefeito Iris Rezende.

A fala foi considerada uma afronta aos vereadores, que interpretaram como se houvesse um preço para que agissem conforme os interesses da prefeitura. Em resposta, Samuel Almeida disse, mais uma vez, que suas palavras haviam sido mal entendidas.

“Não estou dizendo que o vereador Paulo Magalhães esteja mentindo, mas, caso o senhor tenha entendido de forma errada, em momento nenhum eu quis dizer que vereadores podem ser cooptados”, afirmou.

Quanto à informação de que teria falado a servidores municipais que não iria negociar reajuste da data-base com vereadores porque eles estariam apenas “atrás de cargos na prefeitura”, Samuel reforçou que não teria usado exatamente esses termos, mas disse avaliar ser legítimo que vereadores participem do governo por meio da distribuição de cargos. “Acho legítimo qualquer pedido neste sentido”, completou.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.