Secretária de Saúde prometeu abrir sindicância interna para apurar denúncia de vereadores da Comissão Especial de Inquérito

Secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué | Foto: Alberto Maia

A secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrue, mais uma vez presta depoimento aos vereadores da Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (18/12). A chefe da pasta foi convocada após a polêmica sobre a falta de atendimento odontológico na capital, mas responde a diversos questionamentos quanto à falta de medicamentos e insumos para pacientes diabéticos e dificuldades no repasse aos credenciados.

[relacionadas artigos=”112398″]

Mrue foi convocada pelos integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde, que investiga possíveis irregularidades no âmbito da pasta.

O vereador Jorge Kajuru (PRP) cobrou da secretária falta de médicos nos Ciams e unidades de saúde, em especial nos finais de semana, problema crônico já apontado pela CEI e que ela disse não ter conhecimento. “Acompanho isso de perto, e a informação que eu tenho é que em todos os Cais e unidades 24 horas tinham ao menos um médico de plantão. Infelizmente a maioria tinha apenas um médico, mas nenhuma unidade ficou sem”, disse.

Diante disso, Kajuru mostrou um vídeo mostrando sua visita em unidades de saúde de Goiânia no último domingo (17/12), com depoimentos de pacientes que diziam que não havia profissionais em alguns locais. “A senhora precisa ter mais responsabilidade em relação a esse tema, em especial aos domingos, porque esta não foi a primeira vez que encontramos essa situação”, disse o vereador do PRP.

“Considero esse problema de grande importância e peço que me forneça essas informações de maneira formal pois hoje mesmo abrirei sindicância”, prometeu Fátima

Mais uma vez, o presidente do colegiado, vereador Clécio Alves (PMDB), cobrou informações que a secretaria não tem prestado ou não tem concedido com a rapidez que o a investigação da CEI necessita. “Sobre os 133 médicos da regulação, por exemplo, ficou combinado que a secretaria forneceria informações da lotação desses profissionais, onde estão prestando serviço, quais as cargas horárias e só nos foi informado o nome desses médicos, informação que nós já tínhamos via portal da transparência”, citou.