“Mutirama funcionava da mesma forma há 15 anos”, diz presidente da Agetul

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (27/7), Alexandre Magalhães disse que administração deve rever protocolo de manutenção do parque

Alexandre Magalhães, presidente da Agetul, garante que Mutirama tinha engenheiro que revisava os brinquedos do parque | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

O presidente da Agência Municipal de Turismo Eventos e Lazer (Agetul), Alexandre Magalhães, convocou coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (27/7) para prestar esclarecimentos após o grave acidente na tarde da última quarta-feira (26/7) que deixou 11 feridos no Parque Mutirama.

Segundo Magalhães, a manutenção das atrações do parque era feita regularmente, porém o protocolo de segurança deve ser revisto depois da tragédia com o brinquedo “Twister”. “Os brinquedos são testados diariamente e uma revisão é feita toda semana. Seguimos o protocolo de segurança existente há 15 anos. Com o acidente, entendemos que tem alguma coisa errada e vamos revisar esse protocolo”, afirmou.

Nesta quinta-feira (27), o Ministério do Trabalho interditou o parque por indícios de diversas irregularidades, uma delas, a falta de um engenheiro responsável por supervisionar a manutenção dos brinquedos. “Temos um engenheiro que, inclusive, é o mesmo que presta serviço ao Mutirama há 15 anos. Acontece que, com a mudança de gestão, todos os contratos foram rompidos. Ele continua trabalhando no parque desde o início do ano através de um novo contrato e sua situação será regularizada junto ao CREA [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia] assim que o processo seletivo for finalizado”, explicou.

Sobre um laudo encaminhado pelo corpo de bombeiros que aponta falhas na segurança do parque, como falta de sinalização das saídas de emergência, falta de corrimão nos brinquedos, entre outros, o presidente da Agetul disse que a administração do parque tinha conhecimento das exigências e havia pedido um prazo maior junto ao Corpo de Bombeiros para regularizar a situação.

“O parque vinha funcionando da mesma forma que funciona há 15 anos. A recomendação do corpo de bombeiros não é da minha gestão. Pedimos um prazo maior e tudo será feito durante a interdição”, disse.

Segundo ele, a administração municipal está “indignada” com o ocorrido e trata o acidente como uma fatalidade e não uma falha na manutenção. “Estamos indignados com o que aconteceu. Vamos fazer um ‘check-up’ geral em todos os brinquedos e chamar técnicos para definirem um novo protocolo de manutenção e segurança. Infelizmente, o que aconteceu foi uma fatalidade, um acidente, e aprenderemos com isso”, arrematou.

Sobre a possibilidade de responder por improbidade administrativa, Magalhães disse que não tem preocupação. “Que seja feita a justiça. Não corro da responsabilidade. Cumpri com o protocolo da maneira como estava sendo feito. Se houve erro, isso a perícia que vai dizer”.

1 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
1 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

filipe

é um absurdo o que acontece hoje em dia, esses parques só querem saber de ganhar dinheiro e nada de querer manter os brinquedos em bom estado, não investem em manutenção, e depois que algo assim acontecem se safam e tudo fica como se nada tivesse acontecido, aqui tem todos os vídeos do acidente pra quem ainda não viu