Municípios devem elaborar estratégias para vacinar pessoas acima de 30 anos não imunizadas

Resolução a ser publicada determinará critérios ao avanço da vacinação; entre eles, a identificação de pessoas não vacinadas e a aplicação de estratégias para que elas recebam as devidas doses

Municípios devem elaborar estratégias para vacinar pessoas acima de 30 anos não imunizadas | Foto: Reprodução

Levantamento recente da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) mostrou que apesar de a imunização contra a Covid-19 já estar avançada, por faixas etárias, na maior parte dos municípios goianos – abaixo, inclusive, dos 35 anos -, cerca de 656 mil pessoas com mais de 30 anos não receberam nenhuma dose de vacina contra o coronavírus. A capital goiana, por exemplo, já aplica em pessoas acima dos 18 anos.

Mesmo com o avanço, no entanto, foram constatados tanto casos de municípios que seguiram corretamente as orientações e completaram as faixas etárias anteriores antes de seguirem de forma decrescente, e daqueles que avançaram mesmo sem terminar a imunização de pessoas mais velhas. Ambos os casos podem ser acompanhados pelo painel da Covid-19 do portal do Governo de Goiás.

Apesar da preocupante situação, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, da SES-GO, Flúvia Amorim, ainda não foram constatadas as razões para que a imunização não tenha acontecido, uma vez que podem ser muitas. No entanto, possibilidades foram levantadas. “Pode ter sido por recusa, por ter tido dificuldade em agendar num momento em que a quantidade de vacinas era pequena e até por falta de tempo”, pontua.

As orientações estaduais, a partir de agora, segundo Flúvia, são em prol de uma busca ativa para entender qual a razão da não imunização e da criação de uma repescagem, em horários alternativos, para que todas as pessoas ainda não vacinadas tenham a oportunidade de tomarem as doses necessárias para a proteção contra o coronavírus. “O município irá fazer diagnóstico do porquê naquela localidade as pessoas não estão vacinando e, diante disso, será proposta uma estratégia local. Às vezes pode ser uma recusa, em que se terá que apostar em uma politica de convencimento, ou até falta de tempo, onde a proposta será de abrir vacinação no fim de semana e à noite”, afirma.

Flúvia exemplifica casos de município do Distrito Federal que obtiveram melhorias na cobertura vacinal a partir da imunização em horários alternativos. “Diagnosticamos que pessoas que moravam em torno do DF e trabalhavam lá o dia inteiro, só tinham tempo para se vacinar no período noturno e aos fins de semana. Ao implementar essas propostas, aumentamos muito o número de pessoas vacinadas”, explicou.

Para que sejam reduzidas ainda mais as faixas etárias no processo de imunização da população, serão estabelecidos critérios baseados em uma nova resolução a ser publicada ainda nesta quarta-feira, 25. A partir das novas recomendações, deverá ser feita uma busca ativa de toda a população local não vacinada de 18 anos ou mais. O método utilizado nessa busca ativa irá depender de cada município.

Também será necessário o registro oportuno de todas as doses ministradas no município, sejam de primeira ou segunda dose. Além disso, os bancos de informações que contém “sujeiras. ou seja, informações incorretas, deverão ser “limpos”. “No banco, há pessoas que tem registrado como se tivessem tomado cinco doses, mas não é que ela realmente tomou cinco doses, isso foi um erro do registro”, exemplifica. Além disso, os municípios que finalizarem a vacinação de pessoas acima de 18 anos deverão comunicar previamente a regional para saber as estratégias previstas à imunização do público de 17 a 12 anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.