Mulheres têm menos representatividade na Assembleia Legislativa em 2019

Em relação à eleição de 2014, a quantidade de mulheres eleitas na casa reduziu pela metade

Foto: Sergio Ricardo Sandes Rocha

Em Goiás, as mulheres tiveram menor porcentagem de votos nas disputas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa na eleição deste ano do que em 2014. O Estado só elegeu duas mulheres como deputadas federais neste ano: Flávia Morais (PDT) e Magda Mofatto (PR). Para deputada estadual também foram eleitas apenas duas mulheres: Delegada Adriana Accorsi (PT) e Lêda Borges (PSDB).

Todas as mulheres eleitas neste pleito foram reeleitas, ou seja, nenhuma nova candidatura feminina garantiu lugar nas casas. As duas deputadas federais reeleitas neste ano também foram as únicas eleitas na eleição passada. Já na Assembleia Legislativa, antes se tinha quatro mulheres ocupando cargos, agora, haverá apenas duas, o que significa uma redução de 50% na representação feminina.

No Legislativo estadual, elas equivalem a, aproximadamente, 4,9% dos 41 deputados eleitos no último domingo (7/10). Em 2014, elas eram 9,75% dos parlamentares da Casa.

Na Câmara dos Deputados o percentual de mulheres eleitas continuou o mesmo, ou seja, aproximadamente 11,8% dos 17 parlamentares eleitos como deputados federais. Flávia Morais, no entanto, garantiu mais votos  nessa eleição do que em 2014 – uma diferença de 10.652 votos. Já Magda Mofatto teve menos votos neste pleito. Ela perdeu 29.554 votos.

Apesar do crescimento de Flávia Morais, a queda de Magda Moffato fez o percentual de votos para mulheres cair. Entre os votos válidos para deputado federal, 8,53% deles foram para mulheres, enquanto que, na eleição anterior, elas garantiram 9,16% dos votos. Na disputa para deputado estadual, elas conquistaram 2,41% dos votos válidos, contra 3,62% em 2014.

No caso da disputa estadual, a Delegada Adriana Accorsi teve menos votos nesta eleição do que na eleição passada, enquanto Lêda Borges cresceu de 1,03% dos votos válidos para 1,14%.

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