Mulheres juristas se destacam em disputa à procuradoria de Justiça de Goiás

Villis Marra e Leila Maria de Oliveira compõem os nove candidatos ao disputado cargo

Foto: Divulgação

Dentre os nove candidatos na acirrada disputa ao cargo de procurador-geral de Justiça de Goiás, duas são mulheres: as promotoras Leila Maria de Oliveira e Villis Marra Gomes. A presença feminina em cargos de poder no âmbito da justiça tem sido cada vez mais marcante — talvez um reflexo do cenário nacional.

Na Procuradoria Geral da República, têm-se à frente Raquel Dodge, indicada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) para o posto. Diante dos postulantes ao cargo no Estado, pode ser que a nomeação feminina se repita em Goiás. Isso irá depender de quem irá compor a lista tríplice e de quem será a escolhida ou escolhido do governador Ronaldo Caiado (DEM).

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Promotora Villis Marra | Foto: Reprodução/Facebook

A promotora Villis Marra Gomes é uma das juristas goianas mais presentes nas redes sociais. Em uma das publicações mais recentes em sua página do Facebook, ela protesta “Renan quer processar Deltan. Deputado Waldyr/delegado quer restringir o poder de investigação do Ministério Público e o que esses cidadãos emblemáticos pensam sobre democracia? Sobre o direito constitucional à liberdade de expressão? A lei é para todos! Muda Brasil!”.

Também foi ela que entrou com uma ação, via Ministério Público de Goiás, contra o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e então candidato ao Senado, por possível maquiagem de contas e por não aplicar o mínimo constitucional na manutenção e desenvolvimento do ensino público nos exercícios de 2011 a 2017.

Villis está à frente da 78ª Promotoria Justiça e é uma das promotoras que defende uma postura mais combativa do MP-GO de forma geral, mas de maneira mais marcada diante da corrupção, que considera ser um mal da sociedade. Ela também é uma das candidatas que defende o empoderamento feminino como instrumento de luta contra a desvalorização da mulher, do machismo e respectivo combate à violência contra mulher e ao feminicídio.

Promotora de Justiça Leila Maria | Foto: Larissa Quixabeira / Jornal Opção

Leila Maria de Oliveira tem nome reconhecido no Estado e se destacou por
entrar com a Ação Civil Pública, em 2018, que buscou condenação do Estado de Goiás para responsabilização pelo custeio das gratuidades no sistema de transporte coletivo da Capital, controlado pela Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) e feito pela Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC).

Foi ela, também, que em 2017 pediu cancelamento judicial do concurso para delegado de polícia diante de possíveis irregularidades. Além disso, foi a responsável por um processo em 2018 que acusava crime de improbidade administrativa relativa ao secretário Municipal de Educação e Esporte de Goiânia Marcelo Costa.

Além delas, são candidatos o atual procurador-geral Benedito Torres, seu opositor Fernando Krebs, Mário Henrique Cardoso Caixeta, Carlos Alberto Fonseca, João Teles de Moura Neto, Aylton Flávio Vechi e Umberto Machado de Oliveira.

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