Com base em números de 2018, a Renda Nacional Bruta per capita da mulher equivale a US$ 10.432 contra US$ 17.827 do homem

Baixa participação política das mulheres é apontada como um dos fatores que contribuem para o país ter elevada desigualdade de gênero

Apesar de as mulheres apresentarem melhores condições de saúde e educação, a renda delas é 41,5% menor que a dos homens (US$ 10.432 contra US$ 17.827), segundo o Índice de Desenvolvimento de Gênero (IDG), divulgado nesta segunda-feira, 9, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O IDG aponta os mesmos indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) — de saúde, educação e renda — em 166 países, mas com separação por sexo. Pelo levantamento, o IDH dos homens foi de 0,761 e o das mulheres de 0,757, o que gera um IDG, que mede a desigualdade entre os gêneros, de 0,995.

Os dados do relatório mostram ainda que as mulheres brasileiras vivem mais, mas têm menos desenvolvimento humano. Isso porque recebem muito menos por sua força de trabalho. No Brasil, a esperança de vida ao nascer é de 79,4 anos para as mulheres e de 72 anos para os homens. Já a média de estudo das mulheres é de 8,1 anos, e dos homens, 7,6 anos.

Segundo o Pnud, o Brasil é um dos países com elevada desigualdade de gênero. Está na 89ª posição num ranking que inclui 162 nações para as quais foi calculado o IDG.

Presença no Parlamento

O país com o menor IDH do mundo, o Níger, tem mais mulheres com assento no parlamento — elas ocupam 17% das cadeiras — , do que o Brasil, onde a representatividade cai para 15%. Essa baixa participação política das mulheres é um dos fatores que contribuem para o país ter elevada desigualdade de gênero, segundo estudo do Pnud. No ranking geral, o Brasil caiu uma posição e ficou no 78º lugar.

Os dados fazem parte do relatório “Além da renda, além das medidas, além do hoje: desigualdades no desenvolvimento humano no século XXI”, que analisa as desigualdades propondo diversas recomendações de políticas públicas para superá-las.