MPF segue Polícia Federal e também pede prisão preventiva de Palocci

Ministério Público Federal acusou ex-ministro de tentar interferir nas investigações da Operação Lava Jato. Ele está preso desde a última segunda-feira

Seguindo pedido da Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) também pediu que o juiz Sérgio Moro converta a prisão temporária do ex-ministro Antonio Palocci (PT) em preventiva. A mesma recomendação foi feita em relação ao seu ex-assessor, Branislav Kontic. O prazo da prisão temporária dois dois acaba nesta sexta-feira (30/9).

Quanto ao outro assessor de Palocci preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, Juscelino Dourado, o MPF recomendou que ele seja solto, mas que tenha que entregar seu passaporte e manter o juiz informado sobre mudanças de endereço, além de ficar impedido de deixar o país. Os três foram presos na última segunda-feira (26).

Os investigadores da Lava Jato afirmam ter encontrado novas provas contra ele, além das que foram apresentadas anteriormente no momento da deflagração da nova operação, batizada de Omertà. Segundo eles, Palocci é o “italiano” mencionado em planinhas e e-mails de executivos da Odebrecht.

O MPF também corroborou acusação de que Palocci mediou a compra da nova sede do Instituto Lula com propina da empreiteira. Segundo eles, há a “convicção de que o imóvel tenha sido efetivamente adquirido por interposta pessoa com recursos espúrios repassados pela Odebrecht em contraprestação pela interferência ilícita de Antonio Palocci perante a alta Administração Federal em favor dos interesses da empresa, estando a aquisição vinculada à planilha Posição Programa Especial Italiano”.

Na justificativa, o MPF afirmou que a conversão visa manter a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da Lei Penal, além de corroborar afirmação da PF de que Palocci tentou interferir na investigação, ocultando provas.

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