MPF irá investigar expulsão de palestrante antifeminista da UFG

Órgão quer saber se houve omissão pela universidade no episódio que envolveu a professora e digital influencer Thaís Azevedo

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) instaurou nesta semana Procedimento Preparatório (PP) para apurar a expulsação da professora e digital influencer Thaís Azevedo da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG) no último dia 5 de junho.

O órgão espera averiguar se houve ações ou omissões ilícitas da União e da Universidade Federal de Goiás (UFG) no que diz respeito “à garantia da liberdade de ir e vir das pessoas que desenvolvem atividades na instituição de ensino superior”.

No último dia 5 de junho, Thais Godoy Azevedo, conhecida nas redes sociais por seu posicionamento “antifeminista”, foi expulsa do prédio por estudantes contrários ao seu discurso, que a impediram de realizar a palestra “Desmascarando o feminismo” na Faculdade de Direito da Universidade. Conforme relatos da professora, ela teve que ser escoltada por seguranças após princípio de tumulto logo no início da palestra.

O procurador da República Ailton Benedito, responsável pelo procedimento, requisitou à UFG o envio, em até dez dias, de informações acerca das providências tomadas quanto ao episódio citado e as medidas que serão adotadas nos próximos eventos promovidos dentro das dependências da universidade.

Segundo o MPF, a medida tem como objetivo “resguardar a segurança dos usuários, a cidadania, o pluralismo político e o princípio republicano”.

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