MPF denuncia ex-gerente do Banco do Brasil por fraudes de mais de R$ 500 mil

Adilson Batista desviava verbas do Programa Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) cadastrando membros de um Assentamento

| Foto: Reprodução

Auditoria do próprio banco apontou envolvimento de Adilson | Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um ex-gerente do Banco do Brasil (BB), Adilson Batista de Souza, por fraudes em operações financeiras. Adilson, que trabalhava em Posse (GO), desviou, em benefício próprio, mas de R$ 535 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A ação civil pública foi protocolada no último dia 28 de agosto.

Segundo a denúncia, Adilson operava cadastrando titulares no programa que nunca haviam feito tal solicitação. Para tentar não levantar suspeitas, ele usava os dados de integrantes de um assentamento de Belo Horizonte, já que eles têm o perfil dos beneficiários do Pronaf. O cadastramento destas pessoas foi fundamental para a instalação de auditoria por parte do banco, porque elas, depois de receberem documentos relativos aos créditos, procuraram o BB por não saberem do que aquilo se tratava.

Ele cadastrou 34 titulares, abrindo 14 contas correntes entre dezembro de 2006 e março de 2010. Adilson usava chaves e senhas de outros funcionários do banco para efetuar os saques. A auditoria indicou que ele chegou a retirar os discos rígidos que armazenavam as imagens das câmeras de segurança da agência.

O ex-gerente deve ser julgado por atos de improbidade administrativa. O procurador da República Onésio Soares Amaral pediu a condenação de Adilson por inserir dados falsos em sistema de informações e por 59 casos de estelionato. Ele deve ser ainda condenado à perda de bens, ressarcimento dos danos aos cofres públicos, perda de função pública que por ventura ocupe, suspensão de direitos políticos, entre outros.

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