MPF de Goiás requer condenação de grupo que roubava bancos e carros-fortes em Goiás

Organização criminosa foi desmantelada em 2018 na operação Novo Cangaço e atuava principalmente no interior do Estado

Na segunda-feira, 29, o Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) requereu à Justiça a condenação de quatro integrantes da organização criminosa desmantelada pela operação Novo Cangaço, em maio de 2018

O grupo participou de roubos a bancos e a carros-fortes no Estado de Goiás, principalmente no interior. Há relatos de terror empenhado pela organização em Ipameri e em Abadia de Goiás. 

Nas cidades, eles disparavam com fuzis contra bases da Polícia Militar e delegacias. Enquanto isso, caixas eletrônicos das agências bancárias eram explodidos com uso de dinamites. Para fugir, era comum utilizarem reféns como escudo.

Já os roubos a carros-fortes ocorriam nas rodovias por meio do uso de veículos adaptados para interceptar os blindados das transportadoras, que eram alvejados ainda em movimento.

Explosivos, material para adaptar veículos e diversas armas de grosso calibre foram encontradas em chácaras e fazendas de responsabilidade de alguns dos denunciados.

Jardel Nascimento Alves Ferreira, Edmilson Ribeiro do Vale, Carlos Antônio Nunes Tavares e Lúcio Flávio Alves de Carvalho, portanto, são alvos do requerimento do MPF. O objetivo é condená-los por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas e no Estatuto do Desarmamento.

Lúcio Flávio seria o mentor da organização criminosa. O conhecimento acerca do uso de explosivos vinha de Carlos Antônio, sargento reformado da Marinha do Brasil, cuja formação militar o qualificara para manuseio e uso de explosivos. (Com informações do MPF-GO)

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