MPF apura agressões a jornalistas durante protesto por mais segurança na UFG

Conforme o órgão federal, profissionais da imprensa goiana foram agredidos e ameaçados durante cobertura de protesto no Campus Samambaia

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) informou, nesta sexta-feira (17/6), que já instaurou um procedimento para apurar ações ou omissões ilícitas da Universidade Federal de Goiás (UFG) em relação a agressões e ameaças sofridas por profissionais de imprensa durante a cobertura de protesto ocorrido na última quarta-feira (16) no Campus Samambaia.

A manifestação ocorreu após divulgação de um suposto caso de estupro na universidade. Repórteres e cinegrafistas de diversos veículos de comunicação teriam sido hostilizados pelos estudantes durante o protesto, inclusive impedindo a gravação de entrevista com o vice-reitor da universidade.

Segundo o MPF, o procurador da República Ailton Benedito, responsável pelas apurações, já expediu ofício a três veículos de comunicação que estiveram no protesto, solicitando as gravações feitas no local. Já à universidade, o procurador pede informações detalhadas sobre o ocorrido, além das eventuais providências que estão sendo tomadas pela instituição com o objetivo de identificar e punir todos os responsáveis pelo episódio.

No Facebook, o Sindicato dos Jornalistas de Goiás emitiu nota de repúdio às agressões sofridas pelos profissionais. “É inaceitável que jornalistas sejam agredidos ou intimidados por alguém discordar da linha editorial da empresa para a qual ele trabalha. Mais lamentável ainda quando esta intimidação vem também de alunos da área de humanas que deveriam saber disto e que podem ser, no futuro, eles mesmos os agredidos”, diz o comunicado.  (Com informações do MPF)

Deixe um comentário