MPF abre inquérito para apurar suposta omissão da UFG após denúncia de estupro

Aluna da regional de Jataí diz ter sofrido assédio moral e sexual de um professor e acusa universidade de negligência no caso. UFG diz que prestou toda assistência à vítima

Regional de Jataí é investigada por suposta omissão em caso de denúncia de estupro | Foto: Divulgação / UFG

O Ministério Público Federal em Rio Verde (MPF/GO) instaurou Inquérito Civil para apurar supostas omissões no combate às práticas de assédio moral e sexual denunciadas na Universidade Federal de Goiás (UFG) – regional Jataí.

A investigação partiu do relato da professora Cláudia Graz, do curso de Veterinária, sobre uma aluna que diz ter sido estuprada por um professor do curso da mesma unidade, em um apartamento de Goiânia, onde os dois estavam hospedados para participar de um congresso em dezembro do ano passado.

De acordo com a docente, a aluna enviou mais de dez e-mails para a Ouvidoria da universidade fazendo a denúncia e somente após um telefonema e outro e-mail, conseguiu denunciar o ocorrido. Passados mais de dois meses, soube que uma sindicância seria criada. A jovem, porém, não conseguiu obter nenhuma resposta do que efetivamente estava sendo feito, nem mesmo conseguia ter acesso ao número do processo.

O MPF também fez um levantamento de ações judiciais contra condutas de assédio moral cometido por docentes da UFG da mesma regional. Para investigar as ações ou omissões institucionais, o procurador da República Jorge Medeiros oficiou a Universidade solicitando o envio de lista contendo todos os casos de assédio moral e/ou sexual denunciados naquela unidade nos últimos cinco anos.

Por fim, o MPF cobra da universidade de Jataí que envie informações sobre a realização de cursos de conscientização com a comunidade universitária, a identificação do órgão responsável por receber as denúncias de assédio na Universidade e as providências adotadas, em caso de comprovação da prática.

Ao Jornal Opção, a direção da Regional Jataí da Universidade Federal de Goiás disse que tem ciência da caso e tomou todas as providências cabíveis e todo o apoio necessário tem sido prestado à vítima.

“A instituição recebeu oficialmente a denúncia em abril de 2017, através de sua Ouvidoria. Desse momento em diante os trâmites legais têm sido realizados, inclusive a abertura de um processo Administrativo Disciplinar (PAD) e formação de comissão para atuar no caso, com o direito a ampla defesa a fim de apurar os fatos contidos na denúncia e aplicar as sanções cabíveis de acordo com a legislação do serviço público federal”, diz a nota.

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