MP recomenda que hospitais particulares mantenham prontos-socorros em funcionamento

Hospitais Jacob Facuri e Ruy Azevedo tinham suspendido o atendimento de pronto-atendimento sob o argumento de que não há leitos, situação decorrente da superlotação ocasionada pela pandemia da Covid-19

Aviso sobre a suspensão do atendimento de pronto-socorro na porta do Hospital Jacob Facuri, em Goiânia

Após tomar conhecimento de que dois hospitais particulares de Goiânia, Jacob Facuri e Ruy Azevedo, fecharam suas unidades de pronto-socorro ob o argumento de que não há leitos, situação decorrente da superlotação ocasionada pela pandemia da Covid-19, o Ministério Público de Goiás recomendou às unidades que mantenham o atendimento de pronto-socorro em funcionamento por se tratar de serviço essencial,

De acordo com o MP-GO, a negativa de atendimento pode incorrer em crime infringe dispositivos da Constituição federal e do Código Penal, além de normativas relacionadas à contenção da pandemia pelo coronavírus.

“Os hospitais, em que pese fazerem parte da rede privada, devem obedecer às normativas do Sistema Único de Saúde (SUS), pois integram também a Saúde Suplementar”, defendem os promotores Antônio de Pádua Rios e Susy Áurea Carvalho Pinheiro.

Eles também argumentam que a negativa de atendimento pode gerar subnotificação de casos da Covid-19, mascarando a real situação da pandemia na capital.

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