São 36 pessoas envolvidas na organização criminosa, sendo que elas desenvolviam diferentes maneiras de agir

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) propôs nove ações de improbidade administrativa contra integrantes de núcleos envolvidos com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira. São 36 pessoas envolvidas na organização criminosa. Elas desenvolviam diferentes ações dentro do esquema.

As ações da promotora de Justiça Fabiana Zamalloa têm a ver com a Operação Monte Carlo, que investiga pessoas capitaneadas pelo esquema. Segundo informações do processo, a maioria dos denunciados está situada no Entorno do Distrito Federal.

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Policiais militares, civis e federais foram cooptados para transferir informações sobre trabalhos que potencialmente poderiam ser desenvolvidos no enfrentamento à atividade criminosa ou de interesses políticos da organização. Para isso, os agentes públicos recebiam vantagens.

A operação

A operação foi deflagrada em fevereiro de 2012 para desarticular uma quadrilha suspeita de estimular e promover a exploração e catalização de jogos de azar com máquinas caça-níqueis e bingos. A organização tinha vários núcleos com atuações diversas, segundo os documentos, e contava com uma estrutura de apoio que conferia posição empresarial a este grupo investigado.

Além dos agentes de segurança pública que estiveram envolvidos, a rede investigada pela Monte Carlo dispunha de apoiadores responsáveis pelo controle financeiro, contábil e de recolhimento de lucros, montagem e manutenção dos equipamentos.