MP-GO diz que não pode judicializar SME por vagas em Cmeis e pais perdem esperanças

Com vereadora, pais pedem, agora, que Prefeitura deixe que crianças com 4 anos sejam rematriculadas por mais seis meses nas creches

Mães vão ao MP reivindicar vagas em Cmeis

Na manhã desta sexta-feira (23/11), pais e mães de estudantes de Cmeis em Goiânia, acompanhados da vereadora Sabrina Garcês (PTB), foram ao Ministério Público de Goiás entregar documento para garantir a permanência de crianças de 4 anos de idade nos Cmeis.

Em reunião, a desembargadora Maria Bernardete Ramos, da 42ª Promotoria, disse que já tem dois procedimentos instaurados para investigar a questão das vagas nos Cmeis e um grupo de debate estaria destinado a discutir o assunto.

Segundo a Sabrina, a promotora disse que realmente há a recomendação para a disponibilização de mais vagas para crianças com menos de 3 anos e que a solução encontrada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) foi o remanejamento das crianças de 4 anos para escolas regulares.

De acordo com a promotora, as crianças com essa idade devem ser atendidas em regime pré-escolar, no entanto, não é especificado o local em que elas devem ser atendidas, o que poderia fazer com que permanecessem no Cmei sem problemas. Diante disso, os pais reivindicaram que, então, lhes seja dado mais tempo para as famílias se adequarem, já que os alunos deixaram de ser atendidos em tempo integral e passarão a estudar em meio período.

A vereadora disse que o grupo reivindicou, portanto, que o MP envie recomendação à secretaria para que esses alunos possam ser rematriculados nos Cmeis e só sejam remanejados no segundo semestre do próximo ano. Isso, porque uma das principais reclamações era de que a Prefeitura avisou sobre o impedimento de crianças com 4 anos se rematricularem em cima da hora.

A vendedora autônoma Carolina Guedes, que é mãe de um menino de 4 anos, matriculado no Cmei do Bairro Feliz, disse ao Jornal Opção que saiu arrasada da reunião. Segundo ela, está conformada que o MP não poderá intervir judicialmente e aguarda conversa da promotora com o secretário para que haja essa extensão de prazo, mas disse que lhe faltam esperanças.

Carolina disse que no dia 6 de dezembro abrem as matrículas para novas vagas e, caso seus filhos continuem sem poder ser rematriculados, eles vão perder as vagas para os novos alunos e, então, a luta se dá por perdida. “Nossa esperança é que a promotora consiga negociar isso antes da abertura dessas vagas, mas pelo histórico do secretário, acho muito difícil”, disse.

Questionada sobre o que deve fazer de agora em diante, Carolina disse que em relação a essa batalha só resta esperar e que, se não for garantido o prazo, ela vai deixar seu filho fora da escola no próximo ano. “Eu não vou colocar meu filho na escola em questão, não consigo aceitar crianças de 4 anos numa turma de 25 alunos com apenas uma professora, sem auxiliar, por medo da segurança dele” explicou.

Segundo Carolina, seu filho deve ficar em casa no próximo ano e ela deve sair do serviço para tomar conta dele. “Infelizmente ele vai perder esse ano até eu conseguir me estruturar, mas eu não vejo outro jeito, estou muito chateada, já chorei muito e acho que o secretário deveria agir com bom senso nessa situação”, finalizou.

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