O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 83ª Promotoria de Justiça de Goiânia, denunciou hoje, 17, a advogada de 31 anos investigada pelas mortes, por envenenamento, do pai e avó do ex-namorado. Amanda Partata também foi denunciada pela tentativa de homicídio contra tio e avô do ex.

A denúncia do Ministério Público inclui dois homicídios triplamente qualificados — com o emprego de meio insidioso (com emprego de veneno), por motivo torpe (forma de vingança contra o ex-namorado) e cometidos mediante dissimulação sabendo que lhes causaria intoxicação.

O órgão se manifestou favorável à conversão da prisão temporária da advogada em prisão preventiva, diante do nível de periculosidade demonstrado pela denunciada

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De acordo com a denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Spiridon Anyfantis, a acusada, alegando rejeição por parte do ex-namorado, adquiriu, no dia 8 de dezembro, pela internet, uma substância tóxica, que foi entregue em sua residência, na cidade de Itumbiara, no Sul de Goiás.

No dia 16 de dezembro, por meio de um aplicativo de entrega, a denunciada pediu que o produto fosse levado a ela no hotel onde estava hospedada, em Goiânia. As investigações apontaram que a advogada realizou pesquisas em seu celular a fim de obter informações sobre as consequências mortais da substância em caso de consumo humano.

Também no dia 8 de dezembro, conforme os autos, a advogada enviou uma mensagem a Leonardo Filho perguntando seu maior medo: morrer ou perder alguém da família. O médico respondeu que seria perder os familiares.

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Acusada usou falsa gravidez para manter contato

De acordo com o inquérito, a denunciada utilizava uma falsa gravidez como pretexto para se aproximar e manter contato com a família da vítima. Em 17 de dezembro, Partata comprou cinco bolos de pote e quatro bolos gelados em um estabelecimento comercial, os envenenou com a substância adquirida e, em seguida, foi até a casa das vítimas a pretexto de fazer uma visita.

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Os produtos envenenados foram servidos e consumidos por Leonardo Pereira Alves e a mãe, Tereza Alves. Os doces também foram oferecidos a Agostinhos e João Alves, que recusaram as guloseimas.

A denúncia aponta ainda que a advogada permaneceu na residência até o momento em que as vítimas começam a passar mal. Nesse momento, ela foi embora e, na sequência, pegou uma carona para Itumbiara.

Com o agravamento do quadro de saúde dos dois envenenados, ambos foram levados ao hospital, onde foram internados e acabaram morrendo. Com o início das investigações policiais sobre o caso, as comidas ofertadas no café da manhã passaram por perícia, sendo detectado no bolo de pote o veneno.

Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), a investigada utilizava tecnologia para esconder sua identificação ara ameaçar, anonimamente, o ex-namorado e sua família.

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