MP denuncia cinco pela morte de comerciante em São Miguel do Araguaia

Crime ocorreu no dia 30 de setembro após desavenças entre a vítima e ex-sogro

Ministério Público | Foto: Divulgação

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia contra Cacildo Barbosa do Amaral, Gary Francisco Marques, Leonardo de Freitas Pereira, José Maria de Bastos, Fabiano Alves Cardoso e Manoel Mendes de Oliveira. Eles são acusados de envolvimento no homicídio do comerciante Agno Rainere José da Costa no dia 30 de setembro.

A denúncia é de homicídio qualificado por crime mediante pagamento, por motivo fútil e com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O MP pediu a decretação da prisão preventiva de Cacildo Barbosa do Amaral, que havia sido preso e teve habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A denúncia ainda requer a conversão da prisão temporária em preventiva de Gary Francisco Marques, Leonardo de Freitas Pereira, José Maria de Bastos, Fabiano Alves Cardoso e Manoel Mendes de Oliveira – os cinco estão presos temporariamente.

Os pedidos foram deferidos pela Justiça e, na manhã desta quarta-feira, 2, o acusado de ser o mandante se entregou à polícia.

Os promotores de Justiça requereram também que, em relação à arma de fogo e munições apreendidas com José Maria de Bastos, cópia dos autos seja remetida ao juízo criminal de Goiânia, para a adoção das providências cabíveis, uma vez que os objetos ilícitos não possuem relação com o crime, mesmo tendo sido descobertos durante as diligências investigatórias.

Planejamento

De acordo com o MP, Gary Francisco Marques intermedou, com ajuda de Leonardo de Freitas Pereira, José Maria de Bastos e Fabiano Alves Cardoso, a morte, quando a saía da loja que era proprietário. O crime teria sido cometido a mando de Cacildo Barbosa do Amaral, ex-sogro de Agno.

Segundo a denúncia, Agno foi casado, durante mais de 20 anos, com a filha do mandante do crime, Cynthia Oliveira Amaral Costa, com quem teve dois filhos.

A partir de abril de 2020, Agno e Cynthia iniciaram uma série de desentendimentos, que culminaram no divórcio do casal. A partir de então, surgiram vários conflitos entre a vítima e a família da ex-esposa, principalmente com o ex-sogro, de quem era sócio na Casa do Fazendeiro, cujas cotas societárias eram reivindicadas pela vítima.

Os promotores de Justiça afirmam que, diante das desavenças, Cacildo informou ao advogado Gary Francisco Marques que tinha interesse em matar o ex-genro. O advogado, então, negociou com Leonardo de Freitas Pereira as providências e valores que seriam necessários para consumar o crime, e recebeu do mandante o dinheiro para concretizar o crime.

Leonardo viajou a Goiânia várias vezes, com as despesas pagas pelo advogado, para acertar com José Maria de Bastos a execução do crime, que teria sido o responsável pelo planejamento e coordenação do crime. Eles foram até São Miguel do Araguaia para mapear a rotina da vítima. Além disos, José Maria de Bastos providenciou a aquisição e transporte da motocicleta e arma utilizadas pelo atirador.

O crime

Em meados de setembro, Fabiano Alves Cardoso foi até São Miguel do Araguaia para executar o crime, mas não teve sucesso. Agno teria alterado a rotina. O homicídio foi consumado somente no dia 30 de setembro. Logo após matar a vítima, com quatro tiros, Manoel Mendes de Oliveira e Fabiano Alves Cardoso fugiram para a saída leste de São Miguel do Araguaia, onde colocaram fogo na motocicleta, e seguiram para Goiânia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.