MP aciona prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, por contratação de servidor fantasma

Testemunhas afirmam que sua nomeação se deu em troca de apoio político ao então candidato a deputado estadual, Wilde Cambão, ex-secretário municipal e primo de Cristóvão

Foto: Reprodução

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) propôs uma ação civil pública contra o prefeito de Luziânia, Cristóvão Vaz Tormin, por causa da contratação de servidor fantasma. O ato constitui improbidade administrativa e gerou enriquecimento ilícito, lesão aos cofres públicos e violação aos princípios da administração pública. O contratado foi Joaquim Chaves de Freitas Carvalho, que nunca exerceu as atividades no cargo de chefe de Divisão de Atividades Recreativas,  na Secretaria de Esporte e Lazer, onde supostamente trabalhava.

Joaquim Chaves argumentou que conseguiu a nomeação por ter relação antiga com o prefeito. Em contraponto, testemunhas afirmaram que o cargo foi em troca de apoio político. O servidor fantasma alegou ter conseguido o cargo por ter relação antiga com o prefeito. No entanto, testemunhas afirmam que sua nomeação se deu em troca de apoio político ao então candidato a deputado estadual, Wilde Cambão, ex-secretário municipal e primo de Cristóvão.

Para garantir o ressarcimento dos prejuízos, o promotor de Justiça Julimar Alexandro da Silva, autor da ação, pediu o bloqueio de bens do prefeito e do servidor.

Em resposta, a assessoria do prefeito disse que o servidor ficou por poucos meses na prefeitura e pediu exoneração. “O Sr Joaquim nunca fez serviços particulares para o prefeito e sim estava lotado e a frequência de responsabilidade da pasta. Nunca houve acerto político ou qualquer negociação de apoio”, disse.

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