Promotor do processo considera que servidor transgrediu Lei eleitoral ao usar serviço custeado pelo Governo na promoção do então candidato à presidência

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O Ministério Público Eleitoral propôs representação por conduta proibida contra o policial militar Loniel de Oliveira, de Luziânia. O PM é acusado de, em outubro do ano passado, na condição de coordenador do curso de formação de praças da PM, usar militares para realização de atos de campanha eleitoral a favor de Jair Bolsonaro.

O promotor eleitoral Julimar Alexandro da Silva, que assina o documento, relata que Loniel cometeu ato caracterizado como transgressão à Lei eleitoral. Conforme o processo, em 18 de outubro do ano passado, o PM organizou uma corrida pela ruas de Luziânia em que iniciou um cântico favorável ao então candidato à presidência da República.

Na época o vídeo viralizou nas redes sociais. No trecho filmado os futuros soldados cantam o refrão: “Ei, cidadão, por favor fica contente, ano que vem é Bolsonaro presidente!!!”. Confira:

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A legislação eleitoral proíbe aos agentes públicos condutas que possam afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais, por ações como o uso de materiais ou serviços, custeados pelos governos ou casas legislativas. Já após a divulgação, o PM foi afastado do cargo.