MP abre investigação sobre profissional que não injetou vacina de Covid-19, em Goiânia

Promotora de Justiça afirma que as investigações terão como objetivo tranquilizar população o mais rápido possível

Foto: Reprodução

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) abrirá uma investigação para apurar o caso da profissional que aplicou vacina em uma idosa de 88 anos, mas não injetou o líquido contido na seringa para imunizá-la, nesta quarta-feira, 10, em Goiânia. A situação foi filmado pela filha da idosa e viralizou nas redes sociais.

A titular da 87ª Promotoria de Justiça de Goiânia, Marlene Bueno, explicou que o caso vem em um momento de bastante “ansiedade”, devido a pandemia e que o MP pretende “garantir que situações assim não se repitam”, para tranquilizar a população goiana. A primeira providência tomada foi o pedido de afastamento da profissional, que foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A promotora afirmou que ouvirá todos os envolvidos, incluindo a idosa e sua filha, a profissional que aplicou a vacina, a superintendência da SME e a coordenadora do local de vacinação. A previsão de Marlene é que até o final do dia 12, serão reunidas informações e uma perícia nas imagens será providenciada.

“É importante ter enfermeiros pra descrever a sequência de conduta e buscar colher registros na prática da enfermagem de situações assim, de não ser injetado o líquido”, disse a promotora ao justificar a análise das imagens pela perícia.

Marlene Bueno afirmou que até o momento não há indícios de uma organização criminosa para venda de vacinas ou vacinação de familiares. Segundo a promotora, foi averiguado na semana anterior ao caso que havia um controle das unidades da vacina no local de aplicação do imunizante. Contudo, devido ao caso seria realizada uma nova apuração para investigar indícios de fraude.

A profissional poderá responder por um tipo penal, caso as investigações apontem para uma atitude criminosa da mesma.

Será investigado também as condições de trabalho dos profissionais de saúde que trabalham na aplicação das vacinas, para verificar as horas de trabalho, o estado mental e cansaço dos mesmos, para que não haja casos semelhantes por descuido ou desatenção de outros profissionais. “Isso pode interferir no resultado da aplicação da vacina”, analisa a promotora.

Por fim, Marlene Bueno também destacou que não há nenhum impedimento para que se filme a vacinação, pois é direito da pessoa que está sendo vacinada de publicar ou divulgar o vídeo. “Diante desse quadro da pandemia é natural que se haja mais ansiedade e é importante acompanhar, checar, para que as pessoas fiquem mais tranquilas”, concluiu.

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