Motoristas são barrados pela polícia durante manifestação na Praça Cívica

Movimento se iniciou na Rua 44 e partiu para a Praça Cívica

Manifestação por aumento de combustíveis. | Foto: Leidson Alves

Motoristas de aplicativo foram barrados pela polícia durante manifestação, na manhã desta segunda-feira, 8. Além de protestarem junto aos comerciantes contra as medidas de segurança impostas pelo novo decreto municipal, que entrou em vigor hoje, a carreata tinha como principal reinvindicação a redução do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Apesar de ter sido para iniciar no Cepal do Setor, às 8h da Manhã, foi transferida para a Rua 44. A partir daí, os carros seguiram rumo a Praça Cívica. O presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Estado de Goiás (Amago), Leidson Alves, indignado, conta que, durante o movimento, os manifestantes foram barrados pela Polícia Militar.

“Eles queriam guinchar o carro de som e multar os veículos dos Ubers que estavam presentes, então mesmo que a gente tenha conseguido fazer um pedaço do manifesto, não foi como pretendíamos. A gente foi oprimido para que não fizéssemos mídia negativa contra o governo e a Prefeitura. A gente ficou com medo”, desabafa.

Após a dispersão dos motoristas, o presidente da associação se reuniu com outros oito motoristas, a fim de discutir as medidas a serem tomadas. Além disso, explicou a possibilidade de denúncia sobre o ocorrido, por parte da Associação, à Corregedoria da Polícia Militar.

“Isso é ruim até para eles, já que como cidadãos, eles também pagam por um combustível alto. Nós repudiamos esse ato, porque sempre parabenizamos a polícia por sempre dar uma resposta rápida à categoria, quando acontece algum assalto ou coisa do tipo”, diz.

Aumento no combustível

Desde o início do ano, o reajuste do combustível ocorreu cinco vezes. Ao todo, foram cinco aumentos na gasolina – com alta de 41,3% – e quatro no diesel, o encarecendo 34,1%. O último reajuste foi anunciado na última segunda-feira, 1, pela Petrobrás.

O Jornal Opção entrou em contato com a Polícia Militar, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O canal continua aberto para a livre manifestação.

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