Procuradora do MPT propõe manutenção de reajuste salarial em 7% para motoristas

No entanto, a proposta também prevê que o valor do Ticket Alimentação aumente em 16%. A Categoria decidirá na próxima quinta-feira se aceita ou não a sugestão

O impasse entre os motoristas de ônibus da Grande Goiânia e as empresas que gerem o transporte coletivo quanto à possibilidade de reajuste salarial pode chegar ao fim na próxima quinta-feira (15/5). Na ocasião, será apresentada à categoria a proposta formulada pela procuradora Jane Araújo dos Santos durante reunião nesta segunda-feira (12) na sede do Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittransporte) e do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Setransp) .

Inicialmente, a categoria reivindicava um acréscimo salarial de 15%. Para resolver o impasse, a mediadora do encontro propôs a manutenção do reajuste de 7% já concedido aos trabalhadores, com a condição de que o valor do Ticket Alimentação acresça em 16%, passando de R$ 365 para R$ 435.

Durante a reunião, representantes do Setransp afirmaram que a possibilidade de reajuste acima do que já foi oferecido à categoria é financeiramente inviável. O sindicato também alegou que o aumento salarial foi concedido apesar de o governo do Estado ainda não ter repassado às empresas a verba referente ao pagamento de metade das gratuidades do transporte coletivo, cerca de R$ 4,4 milhões.

Por enquanto, não há indicativo de greve por parte da categoria. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindittransporte, alguns trabalhadores, ao saberem do resultado da reunião, mostraram-se favorável à proposta.

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