Motores do avião de Marília Mendonça que iriam para Goiânia vão para Brasília

As investigações da aeronave serão realizadas na capital do país por decisão conjunta com os fabricantes dos motores

Avião caiu em curso d’água em zona rural de Minas Gerais. | Foto: reprodução

Os motores do avião que transportava a cantora Marília Mendonça e que caiu, na última sexta-feira, 5, matando a artista e mais quatro pessoas, serão levados para a sede do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília. Nesta quarta-feira, 10,  investigadores continuaram os trabalhos de investigação do acidente envolvendo a aeronave de matrícula PT-ONJ, que ocorreu em Caratinga (MG).

Devido a uma questão técnica definida em conjunto com a fabricante dos motores, o transporte anteriormente destinado para Goiânia, foi modificado para a cidade de Brasília. A sequência do transporte e o destino final para o processo de análise do material ainda será divulgado. Os demais destroços foram encaminhados para a sede do órgão da Força Aérea Brasileira que engloba sete Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA), no Rio de Janeiro, onde as análises continuam.

Investigação

O objetivo das investigações realizadas pelo Cenipa, órgão da SERIPA, é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os fatores contribuintes.

A apuração não tem prazo de encerramento pré-fixado, já que cada caso tem um grau de complexidade. O procedimento não aponta culpados. O objetivo é apenas identificar os problemas que ocasionaram o acidente e evitar que outros similares ocorram.

No local do acidente, os investigadores fotografaram cenas, recolheram partes do avião e ouviram testemunhas, além de reunir documentos da aeronave. Tudo isso faz parte dos trabalhos iniciais.

Acidente

A queda do avião em Piedade de Caratinga, no Vale do Rio Doce, tirou a vida de cinco pessoas. Além de Marília Mendonça, morreu o tio e assessor da cantora, Abicieli Silveira Dias Filho, que a acompanhava na maioria das viagens de avião por todo o país.

Outra vítima foi o produtor Henrique Ribeiro, também conhecido como Henrique Bahia, que foi também produtor do cantor Cristiano Araújo, morto em um acidente de carro em junho de 2015. Os bombeiros informaram a identificação do piloto, Geraldo Martins de Medeiros, e o co-piloto, Tarciso Pessoa Viana.

O avião com Marília Mendonça saiu do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, às 13h02 da última sexta. A queda em Piedade de Caratinga ocorreu por volta das 15h30, quando faltavam apenas 4 km para a aeronave chegar ao Aeroporto de Ubaporanga, que atende a cidade de Caratinga, onde a artista faria um show naquela noite.

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