Moro condena Cabral a 14 anos de prisão e absolve Adriana Ancelmo

Ex-governador do Rio de Janeiro foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e também terá que pagar multa de cerca de R$ 600 mil

O juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, condenou o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) a 14 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na decisão, Moro estabelece também que ele terá que pagar multa de cerca de R$ 600 mil.

A sentença envolve ainda o ex-secretário do governo Wilson Carlos Carvalho e o sócio do ex-governador, Carlos Emanuel Miranda. Eles ficarão presos, respectivamente, por dez anos e oito meses e doze anos. Já as esposas de Cabral, Adriana Ancelmo, e de Carvalho, Mônica Carvalho, foram absolvidas, segundo o juiz, por falta de provas da autoria e participação nos crimes.

Além de determinar a prisão, Moro definiu também que, caso recorra, Cabral deverá responder ao processo da cadeia e só poderá ter progressões de regime caso devolva os valores indevidos. O peemedebista é acusado de receber R$ 2,7 milhões em propina no contrato de uma obra da Petrobras.

Para Moro, a prática de pagamento de propina a Cabral é um dos motivos pelos quais o Rio de Janeiro (RJ) entrou em crise. No total, Cabral é réu em nove ações na Lava Jato, mas apenas essa era responsabilidade do juiz de Curitiba.

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