Moradores de Nova Veneza lutam contra implantação de aterro sanitário em área que teria 12 nascentes na cidade

Nesta terça-feira, 11, moradores da região irão participar de reunião na Secretaria Estadual de Meio Ambiente para solicitar a revisão da licença prévia simplificada, concedida ao projeto do aterro de forma “muito incomum”

Os moradores de Nova Veneza, município a 40 quilômetros de Goiânia, foram surpreendidos na última semana com a informação de que será instalado um aterro sanitário na divisa com o município de Brazabrantes para receber o lixo de cinco cidades da região: Nova Veneza, Brazabrantes, Santo Antônio de Goiás, Inhumas e Damolândia.

De acordo com o empresário Cláudio Costa, morador do condomínio Ribeirão das Cachoeiras, localizado a cerca de 1km do local projetado para receber o aterro, a área é destinada a preservação ambiental e possui 12 nascentes, além de nove condomínios em suas proximidades. Está localizada a 4,5 km do centro de Nova Veneza, cidade conhecida pelo turismo e seu tradicional festival gastronômico italiano.

Segundo Cláudio Costa, por mais que a ideia de implantação de um aterro sanitário em Nova Veneza estivesse sendo tratada pelo Consórcio Intermunicipal Brasil Central formado por estes cinco municípios, desde 2017, nunca houve uma divulgação para a população de Nova Veneza. “Não foi feito qualquer audiência ou consulta pública, o que demonstra que tudo foi feito na surdina”.

Nesta terça-feira, 11, os moradores da região irão participar de uma reunião na secretaria estadual de Meio Ambiente, às 17 horas, para solicitar a revisão da licença prévia simplificada, concedida ao projeto do aterro de forma “muito incomum”. E uma análise técnica, visto que o local, caso o aterro seja implantado, será a destinação do lixo de cinco municípios, e, posteriormente, solicitar a suspensão ou cancelamento o projeto.

“Ainda não foi realizado o estudo de impacto ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), o qual analisaria além dos impactos ambientais, os impactos sociais, econômicos e culturais da região. A licença simplificada possui vários vícios de origem, desrespeitando a existência de nascentes, não obedecendo a distância da faixa de domínio da GO 462, as distâncias de cursos de leitos corpos hídricos, como o córrego da Égua que abastece o Rio Meia Ponte, ignorando a existência de reserva legal e sem qualquer analise do impacto do lençol freático, responsável pelo abastecimento de diversas propriedades e condomínios na região”, detalhou Cláudio Costa.

A proprietária da fazenda, cujo território pode conter o aterro, Danielle Padra de Oliveira, pontua que não foi informada sobre a implantação do aterro. “Nós somos totalmente contra o local escolhida. A propriedade não está a venda. Não temos interesse em vender a área e nem que seja implantado um lixão. A propriedade está registrada e pagamos todos os seus impostos do município de Nova Veneza e quem fez a desapropriação foi prefeito de Brazabrantes.”

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