Vizinha ao “Deu Praia” fala sobre incômodos causados pelo empreendimento, até mesmo ambientais, e relata que chegou a ser agredida por seguranças no local

Divulgação/Instagram

Helena D. L. é moradora do Setor Marista, região nobre da capital, e usou suas redes sociais no último domingo (22/1) para denunciar o barulho excessivo causado pelo “Deu Praia”, novo empreendimento da capital que promove shows, entre outros eventos, aos finais de semana.

Em entrevista ao Jornal Opção, a jovem conta que a casa abriu as portas em dezembro e vem causando, desde então, diversos incômodos à vizinhança, sobretudo por conta do “volume estupidamente alto da música”. “Desde que o grandioso empreendimento começou a funcionar, o som ensurdecedor das festinhas feitas veio atrapalhando o bem-estar da minha família a partir das – aproximadamente – 7 horas todos os fins de semana”, conta.

Ela relata, ainda, que, após inúmeras reclamações e até uma reunião de moradores, os organizadores do evento chegaram a oferecer diárias em hotel nos dias de festa, o que foi prontamente recusado. A jovem cita também possíveis danos ambientais causados pela nova casa devido a existência de nascentes na região. “Um tremor pode indicar compactação do solo e consequências sanitárias, problemas para a solo…”, explicou.

Para tentar resolver a situação, Helena disse que procurou a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), mas não teve sucesso. A situação calamitosa, relata a jovem, fez com que ela fosse pessoalmente até o local na noite do último domingo (22), quando alega ter sido agredida pela equipe de seguranças.

Segundo ela, ao chegar na porta do evento, os reponsáveis pela segurança impediu sua entrada e ela, então, solicitou a presença dos organizadores. “Dois homens apareceram e disseram que os incomodados que se retirassem e que eu já sabia que a festa teria fim à meia-noite. Eles viraram de costas e eu fui atrás, quando os seguranças prenderam minhas mãos para trás”, conta à reportagem, lembrando das marcas deixadas pela abordagem violenta.

Sem sucesso com a Amma, ela diz que a Polícia Militar também não pôde resolver o problema. Helena também entrou em contato com a Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) por conta dos carros estacionados nas calçadas das casas e condomínios na região próxima ao local, mas foi informada que a pasta não possuía viaturas ou guinchos o suficiente para atender a demanda.

“Agora, pretendo fazer um baixo-assinado e procurar o Ministério Público. Moradores de até cinco quadras distantes vieram falar comigo incomodados com a situação”, adiantou.

Repostas

Em entrevista ao Jornal Opção, João Carlos, um dos responsáveis pela casa, disse que possui as licenças ambientais e alvará de funcionamento, negou qualquer agressão cometida pela equipe de seguranças, e garantiu que tem tentado ser “parceiro” da vizinhança. Ressalva, todavia, que Helena tem sido extremamente grosseira, diferentemente de outros moradores da região.

“Eu estava, inclusive, presente no momento em que ela tentou forçar a entrada no local. Chegou alterada, extremamente grosseira, e sua entrada foi barrada pelos seguranças. Em nenhum momento houve agressão física ou verbal”, garantiu.

Sobre as reclamações quanto ao volume do som durante os eventos realizados nos fins de semana, João Carlos diz tratar de especulação, uma vez que, segundo ele, não é possível medir o barulho gerado “apenas no ouvidômetro”. Em resposta ao organizador, Helena lembra que já tentou chamar a Amma para realizar a medição, mas foi ignorada.

Procurada pela reportagem, por sua vez, a agência municipal informou que, devido ao período de transição da nova gestão, ainda não mantém assessoria de imprensa e não soube indicar o setor responsável para a atender à demanda. O setor de comunicação da prefeitura também não nos respondeu até a publicação desta matéria.

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