A morte precoce de Ronaldo Caiado Filho pausou, por enquanto, o clima de articulações para nomes em pré-campanha eleitoral no Estado, tanto na base governista como na oposição

A morte precoce de Ronaldo Caiado Filho, fruto do casamento entre o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e a pedagoga Thelma Gomes, esfriou, por enquanto, o clima político em Goiás. Movimentações entre aliados e oposição, além de discussões na Câmara Municipal de Goiânia e na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), devem ser mais tímidas nos próximos dias. Especula-se que, inclusive, a oposição deve adotar um tom mais ameno, em respeito ao momento delicado para o chefe do Executivo e sua família. Caiado Filho morreu aos 40 anos na zona rural de Nova Crixás.

Na avaliação dos interlocutores, é de que, inicialmente, vai ser difícil para Ronaldo Caiado manter com a mesma energia a agenda de pré-campanha na Capital e interior. Vale lembrar que desde a última sexta-feira, 1º, por causa da legislação eleitoral, o governador já não podia mais inaugurar obras.

Ao longo do domingo, 3, Caiado recebeu mensagens de solidariedade de entidades, aliados e adversários políticos, como o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (Patriota), que chegou a cancelar compromissos oficiais. Major Vitor Hugo (PL), também pré-candidato, também pausou a agenda do dia em respeito ao luto da família Caiado.

O presidente da Alego e pré-candidato ao Senado, Lissauer Vieira (PSD), decretou luto oficial de três dias no âmbito daquele Poder. Sessões e eventos culturais da Casa também foram cancelados. Por isso, debates que investigam a Saúde do Estado, por meio de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ficam suspensos até o retorno das atividades

Na Câmara de Goiânia, onde o vereador e pré-candidato a deputado federal Romário Policarpo (Patriota) também decretou luto oficial de três dias, discussões importantes como a do Código Tributário Municipal ficam paralisadas até o clima se normalizar.