Ministro Ronaldo Nogueira diz que “trabalhador não será surpreendido”

De acordo com o titular do Ministério do Trabalho, as alterações que devem ser feitas na lei trabalhista serão um “aprimoramento da legislação” com direitos preservados

De acordo com ministro do trabalho, reforma na legislação trabalhista não significa ameaça às garantias adquiridas pelos trabalhadores | Foto: Lúcio Bernardo JR/Câmara dos Deputados

De acordo com ministro do trabalho, reforma na legislação trabalhista não significa ameaça às garantias adquiridas pelos trabalhadores | Foto: Lúcio Bernardo JR/Câmara dos Deputados

Em São Paulo nesta quarta-feira (25/5), o ministro da Educação Ronaldo Nogueira afirmou que o trabalhador será protagonista das decisões que vierem a ser adotadas para alterar a lei trabalhista. Tratado como “aprimoramento da legislação”, o possível trabalho para flexibilizar a legislação do setor garantirá direitos adquiridos pelo trabalhador, afirmou o titular do Ministério.

“Essa garantia diz respeito a quem faz seus investimentos e ao trabalhador que fornece sua mão de obra. Quanto ao formato desse aprimoramento da legislação o trabalhador não será surpreendido.”

Depois de reunião na capital paulista com lideranças da União Geral do Trabalhador (UGT), Ronaldo Nogueira disse que discussões que envolvem opiniões de empresários e especialistas levarão também em conta como pensa o trabalhador sobre as questões em análise.

“A função do Ministério do Trabalho é promover políticas públicas de proteção ao trabalhador. São programas essenciais e vamos atuar dentro do espírito para o qual foi criado”, explicou o ministro.

E afirmou que o governo interino está aberto para receber as centrais sindicais e suas posições sobre o assunto. “A sinalização do presidente em exercício é a de que o ministério não atue de forma excludente. O governo respeita todas as centrais sindicais e reconhece sua importância na representatividade do trabalhador. Todas elas serão procuradas.”

Para o ministro, a qualificação é uma das prerrogativas para enfrentar o desemprego. “O mercado oferece novas oportunidades depois de uma crise e também é uma medida do Ministério do Trabalho atuar para oferecer ao trabalhador oportunidade para ele ampliar suas habilidades.”

O presidente da UGT, Ricardo Patah, disse que a reunião representa o início do diálogo com o Ministério do Trabalho para achar soluções para reduzir o desemprego no Brasil e apresentar ideias.

“Nossa preocupação é com os desempregados do país. A UGT está pronta para o diálogo mesmo com relação a questões complexas como o aprimoramento do mundo sindical e das relações do trabalho. Estamos dialogando e não aceitando. Mas estamos dispostos a dialogar”, pontuo Patah. (Com informações da Agência Brasil)

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