Ministro da Saúde volta atrás e diz que SUS não terá cortes

Depois de afirmar que Estado não seria capaz de arcar com todos os direitos garantidos pela Constituição, Ricardo Barros explica que falava da Previdência

| Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Segundo Ricardo Barros, orientação do presidente interino Michel Temer (PMDB) é para que não se mexa e direitos adquiridos | Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Dias após ser nomeado ministro da Saúde, Ricardo Barros se envolveu em polêmica ao dizer, em entrevista à Folha de São Paulo, que o Estado não tem como arcar com todas as garantias previstas na Constituição de 1988, incluindo o acesso universal à saúde. Sua fala foi encarada como um indicativo de que o Sistema Único de Saúde (SUS) terá cortes, o que causou reação imediata.

Nesta terça-feira (17/5), no entanto, Barros voltou atrás em entrevista ao mesmo jornal e disse que o SUS está “estabelecido” e não deve ter sua amplitude revista. Segundo ele, sua proposta de corte de gastos envolve apenas a Previdência e não a área da saúde. O ministro garantiu que a orientação do presidente interino Michel Temer (PMDB) é de não mexer em direitos adquiridos.

“Tratei, na entrevista que dei, sobre a repactuação da Previdência, porque ela consome 50% dos recursos que nós arrecadamos. Houve um acordo, uma repactuação em Portugal, na Grécia, na Espanha. E haverá um momento em que isso precisará ser resolvido”, afirmou ele. “Foi uma fala de contexto, do porquê das dificuldades para o financiamento do SUS e as dificuldades ocorrem porque não há o equilíbrio fiscal.”

Ele também afirmou que já tem reunião marcada com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, para buscar a liberação de recursos para a Saúde. Segundo Barros, a expectativa não é de aumento de verbas, já que o orçamento é restrito, mas pelo menos de garantia dos compromissos já assumidos.

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