Ministro da Saúde garante liberação de recurso para oncologia em Goiânia

Ricardo Barros afirmou em reunião com o presidente da ACCG e parlamentares goianos que o repasse seria de cerca de R$ 9 milhões ao ano

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Parlamentares goianos e o presidente da ACCG, Paulo Moacir de Oliveira Campoli, levaram pedido de recursos ao ministro da Saúde, Ricardo Barros | Foto: Reprodução / Facebook

O ministro da Saúde Ricardo Barros prometeu liberar cerca de R$ 9 milhões anuais em recursos para a área de oncologia em Goiânia. O anúncio foi feito durante reunião do ministro com parlamentares goianos e o presidente da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), Paulo Moacir de Oliveira Campoli, em Brasília, na última segunda-feira (10/10).

O dinheiro advém de processo de complementação financeira, da ordem de R$ 24 milhões que tramita no ministério desde 2013. Destes, o ministro garantiu que cerca de 40% serão destinados à Goiânia,o que beneficia o Hospital Araújo Jorge, entre outras unidades de saúde.

Como o processo ainda está em tramitação, não há previsão de quando o repasse passará a ser feito, mas o ministro garantiu que dará prioridade ao assunto.

A reunião foi promovida com o objetivo de pedir o repasse de recursos para a complementação financeira da diferença entre o que o Sistema Único de Saúde (SUS) paga por determinados procedimentos realizados pelo Hospital Araújo Jorge e o valor que estes custam na realidade.

O presidente da ACCG, médico Paulo Moacir de Oliveira Campoli levou com ele o abaixo-assinado com 20 mil assinaturas colhidas em apoio ao Araújo Jorge e reiterou a necessidade de o Ministério da Saúde (MS) aumentar os recursos para a área de oncologia.

Para o presidente da ACCG, a reunião foi positiva. “Mostrou ao ministro que os parlamentares goianos e a população estão unidos em apoio ao Hospital Araújo Jorge.” Paulo Moacir Campoli destacou ainda que é preciso seguir com a mobilização da sociedade para que as promessas sejam cumpridas.

Participaram do encontro os deputados federais Jovair Arantes (PTB), Magda Mofatto (PR), Daniel Vilela (PMDB), Fabio Sousa (PSDB), Giuseppe Vecci (PSDB), João Campos (PRB), Lucas Vergílio (SD), Célio Silveira (PSDB), Roberto Balestra (PP) e Flávia Morais (PDT) e o presidente da Câmara Municipal de Goiânia o vereador Anselmo Pereira (PSDB).

Dificuldade financeira

O hospital Araújo Jorge, maior referência do tratamento de câncer em Goiás, convive hoje com um déficit de R$ 23,4 milhões. No início do agosto, o a diretoria do hospital anunciou que poderia inclusive suspender o atendimento em algumas áreas devido à crise financeira pela qual passa a instituição.

Desde então, a ACCG está empenhada em uma campanha para conseguir mais verba junto aos poderes públicos para cobrir o rombo nas despesas do hospital. Cerca de 20 mil pessoas participaram de um abaixo-assinado e o documento foi apresentado ao ministro da Saúde. Além disso, a campanha promoveu um abraçaço, ato simbólico no qual cerca de 1 mil pessoas abraçaram o Hospital Araújo Jorge em solidariedade à causa.

Muitas delas, entre artistas, cantores, profissionais da imprensa, formadores de opinião, internautas vestiram a camisa da campanha e postaram vídeos nas redes sociais como forma de estimular a sociedade a participar da mobilização.

Em comunicado oficial à imprensa, a ACCG afirmou que manterá o atendimento a pacientes do SUS no Setor de Transplante de Medula Óssea (TMO), como forma de esgotar todas as possibilidades de negociação que estão em curso com o poder público, para que as dificuldades financeiras pelas quais passa, sejam resolvidas.

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