Ministro da Justiça diz que não há necessidade de Força Nacional em Itumbiara

Alexandre de Moraes explicou que cidade não está entre as consideradas de risco e que não há tendência de aumento da violência antes das eleições de domingo

| Foto: Wildes Barbosa

“Análise geral é de que a eleição lá iria transcorrer com absoluta tranquilidade”, declarou Alexandre | Foto: Wildes Barbosa

Em Goiás por causa do atentado que vitimou o ex-prefeito de Itumbiara, Zé Gomes (PTB) e o policial militar Vanilson Pereira, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que forças da Polícia Federal (PF) permanecerão na cidade até as eleições municipais no próximo domingo (2/10). No episódio, ocorrido no fim da tarde de quarta-feira (28) o vice-governador José Eliton (PSDB) e o advogado da Prefeitura de Itumbiara, Célio Rezende, também foram baleados, mas já passam bem.

Depois de visitar José Eliton no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), o ministro concedeu coletiva de imprensa para esclarecer a participação da Polícia Federal nos desdobramentos do caso. Ele contou que solicitou, ainda na quarta-feira, que o diretor geral da PF, Leandro Daiello, e o superintendente da PF em Goiás, Umberto Ramos, que colaborassem com a força-tarefa da Policia Civil e Militar.

No entanto, apesar de determinar que os 20 policiais federais que estão em Itumbiara permaneçam na cidade até domingo, o ministro afirmou que não há indicativo de que possa ocorrer um aumento da violência no Estado. Segundo ele, Itumbiara não estava entre as cidades em que havia uma avaliação de risco, feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), durante as votações: “A análise geral é de que a eleição lá iria transcorrer com absoluta tranquilidade”, pontua.

Por isso, explica, não há intenção de deslocar agentes da Força Nacional para Itumbiara. “No momento não há essa previsão, até porque já houve todo o equacionamento para as eleições, as tropas federais já estão chegando nos locais onde há necessidade”, declarou ele. Para Alexandre, o atentado foi ocasional: “É um ponto lamentável fora da curva.”

De acordo com o ministro, a PF vai continuar atuando no auxílio às polícias locais, mesmo que surjam evidências de que foi um crime político. “Se houver, durante o transcorrer dos fatos, algum indicativo de crime político, de crime eleitoral, haverá um deslocamento de competência, mas nós continuaremos atuando em conjunto com a polícia local, que já vem realizando um ótimo trabalho”.

Visita

Alexandre foi recebido pelo governador em exercício e presidente da Assembleia Legislativa, Helio de Sousa (PSDB), e seguiu com ele para o Hugol, onde visitaram José Eliton. “Em meu nome e no do presidente Michel Temer (PMDB), vim também prestar minha solidariedade à ele, que é meu amigo pessoal, a do Doutor Celio e também à família do candidato à prefeito e do cabo Pereira, que faleceram”.

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