Ministério Público vai investigar irregularidades na Saúde em Goiânia

Investigações serão feitas antes mesmo da conclusão da Comissão Especial de Inquérito

Os vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura as irregularidades na Saúde se reuniram na tarde desta quarta-feira (13/12) com o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde, promotor Eduardo Prego, para pedir providências em relação a denúncias já identificadas pela CEI.

“A CEI da Saúde esteve aqui no Ministério Público trazendo informações a respeito de possíveis irregularidades existentes no almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Essas informações serão distribuídas a uma Promotoria de Justiça para que se instaure um procedimento de investigação. A partir daí deve-se apurar as responsabilidades e veracidade dos fatos e tomar as medidas judiciais cabíveis caso elas sejam necessárias”, disse o promotor.

Segundo ele, as denúncias são graves e impactam diretamente no fornecimento do Serviço de Saúde à população. “De imediato, a questão relativa aos procedimentos odontológicos do município será apurada. Precisamos retomar esse atendimentos. A população tem que ser atendida”, anunciou.

A promotora de Justiça Maria Bernadete Ramos Crispim ficou responsável pelo caso e deve iniciar a investigação de imediato.

Relator, da CEI, Elias Vaz disse que “a parceria é importante”. “Nós não podemos esperar o fim do trabalho da Comissão para que medidas sejam adotadas e contamos com esse apoio do Ministério Público”, disse.

Almoxarifado

Outro problema relatado ao promotor pelos vereadores foi a constatação de que há 12 aparelhos de raio-X no almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde, novos, ainda na caixa, enquanto a prefeitura tem terceirizado o serviço. “É uma situação muito grave. O município está gastando com o pagamento de empresas para realizar esse trabalho e há equipamentos guardados há mais de um ano, de acordo com o gestor do almoxarifado”, destacou Elias Vaz.

O relator da CEI também cita a situação das UTIs em Goiânia e informa sobre o caso de um hospital visitado nesta terça-feira (12/12) pela Comissão que já oferece leitos e tem a intenção de cadastrar mais 10. Porém, a solicitação foi negada. “Não dá pra entender. O hospital tem condições de oferecer o serviço,a prefeitura reclama que não há vagas, então por que a negativa. Isso precisa ser apurado”, conclui Elias.

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