Ministério Público Federal denuncia ex-senador Gim Argello

Ele é acusado de corrupção, formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e de agir para obstruir a Justiça. Outros 19 também são citados nas investigações

Foto: Pedro França/Agência Senado

Gim Argello foi preso em abril na 28ª fase da Operação Lava Jato | Foto: Pedro França/Agência Senado

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta sexta-feira (6/5), o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), preso em abril sob suspeita de cobrar propinas para impedir que empreiteiros fossem convocados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado.

O ex-senador Gim Argello (PTB) foi o principal alvo da 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no último dia 12 de abril. As denúncias serão encaminhadas ao juiz Sergio Moro, que avalia se aceita ou não as denúncias. Argello é acusado de corrupção, formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e de agir para obstruir a Justiça.

Além de Argello, as duas novas denúncias envolvem outras 19 pessoas, incluindo o empresário Ronan Maria Pinto, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da OAS, Léo Pinheiro. No total, segundo o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, as denúncias envolvem R$ 30 milhões em corrupção, R$ 5 milhões em concussão e mais R$ 13,7 milhões e € 200 mil em lavagem de dinheiro.

Na segunda denúncia, o principal alvo é o empresário Ronan Maria Pinto, proprietário do jornal Diário do Grande ABC, que também já foi preso na Lava Jato.  Ele é acusado de lavagem de cerca de R$ 6 milhões do empréstimo fraudulento entre o Banco Schachin e o pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela operação desde 2015.

Segundo o procurador Diogo de Mattos, o dinheiro serviria para comprar ações do jornal de Ronan, que estaria divulgando informações que ligariam o ex-presidente Lula e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho ao assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), morto em 2002.

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