Ministério Público do RJ emite nota e eleva o tom com a família Queiroz

Caso pode ir à Justiça sem que investigados sejam ouvidos, inclusive com a quebra dos sigilos bancário e fiscal

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou nota nesta terça-feira, 8, sobre o caso  envolvendo o ex-assessor de Flávio e Jair Bolsonaro, Fabricio Queiroz, investigado por operações bancárias suspeitas, detectadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Para o MP, a oitiva dos investigados “representa uma oportunidade para que possam apresentar suas versões dos fatos” e eleva o tom ao dizer que o “não comparecimento voluntário e deliberado” reflete uma opção dos envolvidos.

Queiroz alegou razões de saúde para faltar a dois depoimentos. Ele recebeu alta hoje do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Já Márcia de Aguiar, Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz, esposa e filhas de Fabrício Queiroz, alegaram mudança temporária para cidade de São Paulo, “onde devem permanecer por tempo indeterminado”.

Família Bolsonaro

A nota diz que foi sugerida a próxima quinta-feira, 10, para oitiva do deputado estadual Flávio Bolsonaro que, por força de prerrogativa parlamentar, pode indicar nova data para seu depoimento.

O MPRJ também afirmou possuir informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal.

Confira o documento na íntegra:

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que os depoimentos de Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz, filhas de Fabrício Queiroz e de sua companheira Márcia Oliveira de Aguiar, não ocorreram nesta terça-feira (08/01). De acordo com a defesa, “todas mudaram-se temporariamente para cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar.”

Como já foi amplamente noticiado, foi sugerida a próxima quinta-feira, dia 10/01, para oitiva do ainda deputado estadual notificado Flavio Bolsonaro que, por força de prerrogativa parlamentar, pode indicar nova data para seu depoimento.

O MPRJ esclarece que a oitiva dos investigados representa uma oportunidade para que possam apresentar suas versões dos fatos e que o não comparecimento voluntário e deliberado reflete, neste momento, uma opção dos envolvidos, sendo certo que o direito constitucional à ampla defesa também poderá ser exercido em juízo, caso necessário.

Vale destacar que a prova documental encaminhada pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) ao MPRJ tem informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal.

O MPRJ seguirá apurando os fatos de forma reservada e sigilosa, manifestando-se apenas por meio de notas oficiais.

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