Ministério Público denuncia policial militar suspeito de matar os sogros e o cunhado

Hélio Vieira Costa teria discutido com a companheira e depois atirado nela, nos sogros e no cunhado, de apenas 11 anos

O Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia contra o policial militar Hélio Vieira Costa pela morte dos pais e do irmão de sua companheira, Sarah Silva. O crime ocorreu no dia 2 de janeiro, no Setor Rio Formoso, em Goiânia.

Na denúncia feita pelo promotor de Justiça Carlos Alberto Fonseca, o policial é acusado por homicídio qualificado, já que agiu por motivo fútil e utilizou-se de meio que dificultou a defesa das vítimas.

De acordo com o documento, ele estava morando temporariamente com as vítimas, Raimundo Nonato da Silva, Maria Margarete Barbosa Silva e Máximo Silva, os pais e o irmão da sua companheira.

O promotor requereu, para o processo, que o Instituto de Criminalística apresente o laudo de confronto balístico entre as armas apreendidas e os projéteis extraídos das vítimas. Além disso, pediu que o Hugo forneça o relatório médico de atendimento de Sarah para determinar a gravidade da lesão.

O crime

Segundo a apuração, na noite do crime Hélio começou a discutir com Sarah e a xingou diversas vezes, o que fez com que os pais dela entrassem na discussão. Foi nesse momento que o policial sacou sua arma, atirou em Sarah e acabou a atingindo no braço.

Tanto Sarah quanto seus pais correram em direção aos quartos para tentarem se proteger, porém Hélio disparou contra Maria Margarete que acabou sendo atingida duas vezes nas costas. Em seguida, o acusado foi atrás de Raimundo Nonato e efetuou nove disparos contra a vítima.

Por fim, o denunciado tentou entrar no quarto onde Sarah estava com seu irmão de apenas 11 anos e os três filhos do casal.Ao não conseguir invadir o quarto acabou deixando o local.

Máximo Silva correu, então, em direção ao corpo do pai e, ao perceber que o cunhado retornava, tentou se esconder embaixo da cama. Entretanto foi atingido na cabeça por um disparo efetuado a curta distância e com clara intenção de matar.

O denunciado fugiu do local com Sarah e os três filhos do casal, de 1, 4 e 7 anos. Deixou a companheira na porta do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e tentou fugir com as crianças, sendo detido na barreira policial da Cidade de Goiás.

Atualmente o acusado está recolhido no Presídio Militar, em Goiânia. Na denúncia, o promotor Carlos Alberto Fonseca pediu para que a prisão preventiva do policial militar seja mantida.

 

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