Ministério Público define sobre critérios para entrada em colégios militares

Decisões foram variadas com o objetivo de serem o menos danosas possíveis aos alunos

O Ministério Público de Goiás (MPGO), em reunião com o Comando de Ensino da Política Militar de Goiás, além de membros das secretarias Municipal e Estadual de Educação, definiu sobre a gestão de vagas em três Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMG). O encontro, ocorrido na sede do MPGO, foi motivado por pedido à promotora Maria Bernadete Crispim, da 42ª Promotoria de Justiça de Goiânia.

Esta demanda solicita que se regulamente a destinação das vagas em três colégios militares para alunos de escolas municipais da região. São eles: Waldemar Mundim, localizado no Conjunto Itatiaia; Miriam Benchimol Ferreira, que fica no Setor Jardim Lajeado, e o Colégio do Jardim Guanabara.

As decisões foram variadas, com o objetivo de serem o menos danosas possíveis aos alunos, com transferências automáticas em alguns casos e sorteio em outros.

Busca por vagas

Leila Barbosa de Souza, diretora de Administração Educacional da SME, pontuou que a capital trabalha com estudo de rede, em parceria com o Estado de Goiás. Como não há outras escolas estaduais, nos locais onde estes colégios estão situados, a disputa por vagas se torna intensa.

Já a técnica do Núcleo de Matrícula da Seduce, Marilene Rodrigues Martins, lembrou que, na região do Guanabara, a única escola estadual não gerida pela PM oferta apenas o ensino médio. Segundo ela, esta não seria capaz de atender as demandas da rede municipal de ensino no que diz respeito a ensino fundamental.

Segundo a técnica, o Colégio Waldemar Mundim é a única escola estadual local. Além disso, ela lembrou que esta oferta turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, mas que também não consegue dar vazão aos alunos da rede municipal, o que leva estudantes a migrarem para a região dos Setores Balneário, Central e Vila Nova em busca de vagas.

Sorteio

O tendente Ricardo Naves, do Comando de Ensino da Polícia Militar de Goiás, manifestou preocupação acerca da transferência automática dos alunos da rede municipal que estudam em unidades dessas regiões. Segundo ele, isto pode gerar reclamações e denúncias de pais e alunos, além de configurar privilégio.

Naves considera o sorteio como solução justa a essas dificuldades. Já o capitão Giancarlo, acredita que basear na sorte pode acarretar problemas para os alunos da região. Ele afirma que, aqueles que não conseguirem, precisarão buscar vagas em escolas estaduais distantes. Na ocasião, ele sugeriu que a transferência automática, uma vez que isto já ocorre em outras unidades.

Definições

Por entender que não há solução definitiva na questão das vagas, o major Marcos Rabelo, pontou pela questão menos danosa aos alunos. Ao fim do encontro, ficou definido, no caso do Colégio Waldemar Mundim, que este receberá os alunos do 6º ano da Escola Municipal Brice Francisco Cordeiro, por transferência automática.

Já os alunos do 9º ano das escolas municipais próximas disputarão as vagas por sorteio. No caso da unidade Miriam Benchimol, todas as vagas serão dessa forma.

O Colégio Guanabara, por sa vez, continua com a transferência automática das escolas municipais da região. Este só realizará sorteio para o período de 2021.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.