Ministério da Justiça nega pedido de proteção da ex-gerente da Petrobras solicitado por Caiado

A explicação do órgão é que a própria ex-funcionária da estatal deve pedir a ação da polícia, já que se ela não fizer, a proteção pode caracterizar abuso de autoridade

Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas

Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados/Fotos Públicas

No último dia 12, o líder da Minoria no Congresso Nacional, o deputado federal e senador eleito de Goiás Ronaldo Caiado (DEM), pediu proteção da Polícia Federal à ex-gerente da Petrobras e testemunha chave da Operação Lava Jato, Venina Velosa da Fonseca. O ofício de Caiado foi enviado ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), que repassou o pedido. A resposta do Ministério da Justiça é a de que a ação da polícia depende da solicitação de Venina.

Venina Velosa da Fonseca se tornou testemunha-chave da Operação Lava Jato. A ex-gerente-executiva da diretoria de Abastecimento da Petrobras afirmou à imprensa e à Justiça Federal que vinha, desde 2008, denunciando aos seus superiores o esquema de corrupção instalado na estatal. As denúncias, segundo Venina, haviam sido feitas inclusive à presidente da empresa, Maria das Graças Foster.

O deputado do DEM ficou “muito preocupado” com a segurança da ex-funcionária da Petrobras. E explicou que fez o ofício pedindo proteção da Polícia Federal no mesmo dia em que leu a matéria com as denúncias de Venina por acreditar que, pelo conteúdo e abrangência da denúncia, ela corre risco de morte.

“Por muito menos, o Celso Daniel foi assassinado. Estamos falando agora de um esquema que envolve desvios de bilhões”, apontou o senador eleito se referindo ao ex-prefeito da cidade paulista de Santo André assassinado em 2002, após a descoberta de um esquema de desvios de recursos da prefeitura para financiamento de campanhas eleitorais.

A resposta do Ministério da Justiça foi que “a solicitação de providências para assegurar a segurança de Venina Velosa da Fonseca, necessariamente deverá ser apresentada pela mesma, uma vez que a proteção efetuada sem o seu consentimento poderá caracterizar abuso de autoridade ou constrangimento ilegal”.

*Com informações da assessoria de comunicação do Democratas

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