Produtos da BRF de Mineiros não oferecem risco à saúde, constata ministério

Análise do governo identificou apenas excesso de água nas amostras de frango verificadas. Ainda assim, unidade permanece fechada, sem previsão de reabertura

Secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki durante entrevista coletiva | Foto: Ministério da Agricultura

Após uma análise de amostras de produtos da unidade de Mineiros (GO) da BRF, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que identificou excesso de água no frango verificado. A informação foi dada pelo secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, que apresentou nesta quinta-feira (6/4) o novo balanço das auditorias dos 21 estabelecimentos que estavam sob suspeita desde o início da Operação Carne Fraca.

Apesar de os produtos do estabelecimento goiano não apresentarem risco à saúde, ainda não há previsão de reabertura da unidade. Ao Jornal Opção, a BRF informou que aguarda os pareceres técnicos do Ministério da Agricultura. A empresa informou, ainda, que solicitou contraprova junto ao Mapa e está verificando os controles de processo na fábrica e nos centros de distribuição.

Segundo a BRF, os resultados obtidos pelo Mapa são diferentes dos verificados nos controles realizados diariamente dentro da unidade produtora. A nota também diz que existem inúmeras variáveis que podem interferir nos resultados de testes realizados em  frangos congelados coletados nos centros de distribuição, tais como condições de transporte e acondicionamento do frango assim como  questões fisiológicas.

Análise

De acordo com Eumar Novacki, foram recolhidas 302 amostras de produtos de maneira preventiva em todas as unidades investigadas. Destas, 31 — incluindo a de Mineiros — apresentaram problemas de ordem econômica como excesso de amido em salsicha ou adição de água, além do permitido, em frango congelado.

Oito produtos analisados apresentaram possível risco à saúde, já que foi detectada a presença de salmonella e uma de estafilococos. Esses casos ocorreram em hambúrgueres da marca Novilho Nobre, do frigorífico Transmeat em Barra Nova (PR) e a linguiça cozida do frigorífico FrigoSantos, de Campo Magro (PR). Todos estes produtos serão descartados.

Também foram encontrados lotes de embutidos que continham excesso de amido e ácido sórbico, um conservante proibido em linguiças e salsichas, produzidas pelos frigoríficos Souza Ramos, de Colombo (PR), e Peccin. As amostras do frigorífico Frango DM, de Arapongas (PR), também registraram excesso de água no frango.

Segundo Novacki, o ministério já iniciou os procedimentos para cancelamento do SIF dos frigoríficos: Peccin (SIF 825), de Jaraguá do Sul (SC); Peccin (SIF 2155), de Curitiba (PR); e Central de Carnes (SIF 3796), de Colombo (PR). Todas essas unidades já estão interditadas e outros frigoríficos podem ter o registro cassado à medida que as investigações avancem. “Todos, pequenos, médios ou grandes, terão que pagar pelos erros detectados e o ministério vai agir de modo muito duro”, disse. (Com Agência Brasil)

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