Mineradora Anglo American, que tem unidades em Goiás, paralisa atividades

Paralisação aconteceu em uma estação da mineradora, em Minas Gerais, depois do segundo vazamento registrado nessa quinta-feira (29/3)

Reprodução – Foto: Rogério Daflon/Ibase

A Mineradora Anglo American informou na última sexta-feira (30/3) que voltou a paralisar as atividades após registrar um novo vazamento neaquinta-feira (29). A paralisação acontece 17 dias depois de um primeiro caso que levou à poluição de um manancial em Minas Gerais.

A paralisação durará um mês, enquanto a empresa realiza testes de segurança no mineroduto do Minas-Rio, que percorre 529 quilômetros entre Conceição do Mato Dentro (MG) e o porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

“A decisão foi tomada em função do vazamento ocorrido ontem no mineroduto da empresa, em ponto 400 metros à frente do anterior, na Estação de Bombas 2, em Santo Antônio do Grama (MG). O evento durou entre cinco e oito minutos. Não houve feridos”, explica o presidente da empresa, Ruben Fernandes, em nota divulgada pela Anglo American.

A empresa não chegou a retomar a capacidade total de operação, desde o reinício das atividades, na noite de terça-feira (27/3). “O segundo incidente muda o plano de inspeção, que agora passa a ser muito mais minucioso”, diz Fernandes no comunicado.

Em paralelo à decisão da empresa, a Anglo American também foi notificada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), solicitando a paralisação das atividades até novo laudo técnico do órgão.

Vazamentos

O primeiro vazamento, que aconteceu no dia 12 de março na região da Zona da Mata, levou poluição ao Ribeirão Santo Antônio. O manancial fornece água para o abastecimento do município de Santo Antônio do Grama (MG), com população de aproximadamente 4,2 mil pessoas. A mineradora disponibilizou caminhões-pipa para atender aos moradores da cidade.

O segundo vazamento levou cerca de 174 toneladas de polpa de minério, composta por 30% de água e 70% de minério ao ribeirão Santo Antônio do Grama. Segundo a empresa, o material não é considerado perigoso pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Dessa vez, no entanto, o abastecimento do município de Santo Antônio do Grama (MG), com população de aproximadamente 4,2 mil pessoas, não foi afetado, uma vez que a ocorrência de 17 dias atrás levou a mineradora a instalar uma adutora para captação no Córrego do Salgado.

Como parte das ações, a empresa informou que foram colocados 36 barramentos no córrego Santo Antônio do Grama e uma equipe de mais de 200 pessoas continua a retirar a polpa de minério da calha do rio e de suas margens. Enquanto isso, milhares de pessoas afetadas pelo vazamento ficam comprometidas e dependentes da mineradora.

A mineradora Anglo American também possui unidades em Goiás. As operações funcionam nas cidades interioranas de Barro Alto e Niquelândia. (com informações da Agência Brasil)

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